• Pr. Davi Merkh

Nojo de Mim Mesmo


Foi mais um daqueles momentos em que a minha indignação contra outro motorista rompeu-se em expressões (e ações) nada santas de frustração e ira. Pior, eu estava a caminho da igreja para adorar ao Senhor e ministrar a Palavra dEle. Quando minha pressão arterial finalmente voltou mais ou menos ao normal, senti-me envergonhado e indigno de comparecer diante do trono da graça.

Você já sentiu nojo do seu pecado? Uma revulsão contra a miséria do seu coração? Nestes dias em que “auto-estima”, “auto-imagem” e “amor próprio” estão no IBOPE, não fica bem falar de “nojo de si mesmo”.

Mesmo assim, uma das consequências de participação da Nova Aliança em Cristo encontra-se em Ezequiel 36.31. Mesmo a Nova Aliança sendo direcionada principalmente ao povo de Israel, aplica-se por extensão à Igreja, que também participa dos benefícios dela. A obra de Cristo nos deu um novo coração, não de pedra, mas de carne, com o Espírito habitando em nós (Ez 36.26,27). Assim, temos uma nova sensibilidade e um novo ódio ao pecado:

Então vos lembrareis dos vossos maus caminhos, e dos vossos feitos, que não foram bons; TEREIS NOJO DE VÓS MESMOS por causa das vossas iniqüidades e das vossas abominações (Ez 36.31).

Esse “santo enjoo” caracteriza aqueles que vivem na esfera do coração, cientes da sua condição como criaturas caídas, mas também cientes da graça imensurável de Cristo Jesus, que pagou o preço desse pecado (Rm 4.24,25; 2 Co 5.21, 1 Pe 2.24). Essa tensão entre a ciência da nossa condição como pecadores e a gratidão pelo sacrifício de Cristo Jesus resume a vida cristã. Resume o verdadeiro Evangelho!

O Apóstolo Paulo descreve essa tensão bipolar quando diz,

Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado. Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rm 7.24,25; 8.1).

Quanto mais odiamos nosso pecado; quanto mais ficamos enjoados da nossa facilidade em pecar; tanto mais devemos correr para o trono que jorra graça (Hb 4.16), boquiabertos diante desta maravilhosa graça que permitiu que Jesus tomasse sobre Si a ira destinada contra nós e nosso pecado. Louvado seja Deus pelo nojo do pecado e pela graça de Cristo Jesus!

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