• Pr. Davi Merkh

A Linguagem Perdida do Lamento: Salmo 13

Atualizado: Abr 26


Uma das coisas mais frustrantes na vida é não poder se comunicar, de não ter uma maneira de expressar seus desejos, suas necessidades ou externar seus pensamentos e sentimentos. Os pais sentem isso com bebês que querem comunicar algo mas não conseguem. Turistas e missionários experimentam isso em terras estranhas.[1]

Passei por isso quando chegamos no Brasil em 1987. Sou comunicador por natureza e a falta de um meio para me expressar, mesmo nas coisas mais simples, me fez sentir como um refrigerante sacudido e pronto para explodir.

Existem muitas línguas perdidas na história do mundo. Cada uma delas é uma mini tragédia. Mas uma tragédia maior é quando o povo de Deus não sabe que existe uma língua criada por Ele para expressar suas angústias, tristezas, dúvidas, decepções e frustrações. Uma língua para dizer, “Deus, não entendo NADA!” “Porque, Senhor?” “Até quando, Jesus?” Alguns até têm medo de se expressar a Deus assim. Mas estão enganados.

Se olharmos para o cristianismo contemporâneo, não encontraremos a linguagem que tanto precisamos nestes momentos de dificuldade. Triunfalismo reina na igreja evangélica atual - uma teologia que declara, decreta, demanda e reivindica bênção “em nome de Jesus”. Isso, porque como alguns afirmam, “nossas palavras têm poder”, “somos cabeça e não rabo” e “somos filhos do Rei”.

Mas, será que nós também caímos neste erro? Será que somos “teólogos da prosperidade EMOCIONAL”? Não sabemos o que fazer com o cristão triste, de luto, deprimido, desesperado ou que sofre de ataques de pânico. Tem pouco ou nenhum espaço em nossos cultos para cantar músicas de lamento, em tom menor, para expressar nossa angústia diante das injustiças do mundo, das suas tristezas, decepções e perdas, junto com nossa confiança em Deus.

Recentemente alguém fez um estudo dos hinários clássicos Batistas e Presbiterianos da antiguidade e descobriu que aproximadamente 20% dos hinos eram cânticos de lamento. Mas, as músicas contemporâneas têm menos de 5% desse tipo de cântico. Até nossos cultos fúnebres falham nisso: Acertamos bem ao falar da esperança que temos como cristãos, mas esquecemos de falar que também nos entristecemos (1 Ts 4.13-18). Para isso, precisamos da linguagem de lamento.

Talvez o mais triste em tudo isso é que Deus já nos deu a língua que precisamos. Ele sabe que somos pó e nos deu uma língua para expressar esse fato (Sl 103.13,14). Mas assim como qualquer outra língua, precisamos aprender seu vocabulário. Jó falava essa língua; é a fala de profetas como Jeremias e Ezequiel; Habacuque foi fluente nela quando expressou sua frustração com as injustiças do seu mundo. Temos um livro inteiro da Bíblia dedicado ao B-A-BA dela – Lamentações. Jesus a usou quando bradou na cruz, “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?” Os mártires de Apocalipse também falam fluentemente em Lamento quando clamam, “Até quando, Senhor?” (Ap 6.10)

Temos ignorado uma parte da Palavra de Deus na nossa cultura de prosperidade emocional; chama-se os Salmos de Lamento. Compõem não menos de um terço do Hinário de Israel. Pelo menos 50 dos 150 salmos são de lamento individual ou comunitário. É a lingua dos santos que, neste mundo que jaz no Maligno, todos terão que aprender eventualmente. Vamos olhar para o B-A-BA dessa língua no Salmo 13.

Certa vez alguém disse, “Todo ser humano começa a vida com lágrimas; depois disso, piora.” A verdade é que ninguém escapa dessa vida ileso do sofrimento. Essa perspectiva pessimista certamente NÃO reflete a ênfase do texto bíblico, mas preserva UM aspecto da realidade da nossa vida. Não existe sequer uma área do nosso mundo que já não foi atingido e corrompido pela entrada do pecado. Desde que a serpente injetou o veneno do pecado nas veias da raça humana, temos lutado com seus efeitos arrasadores em toda a nossa experiência. Filhos desviados, conflitos familiares, um casamento desfeito ou em sério perigo, pais que brigam o tempo todo e causam angústia na vida dos filhos que temem o divórcio, o desgaste de cuidar de um filho deficiente ou de pais idosos, o desemprego ou sub-emprego, dívidas e finanças fora de controle, a solteirice, a viuvez e solidão, a infertilidade, uma doença crônica e debilitante, uma traição, um calote ou injustiça, a morte de um ente querido, saudades e solidão (de alguém, algum lugar...) são alguns exemplos de angústias que podem afligir o filho de Deus.

Como cristãos, vivemos entre dois polos:

-O fato de que a vida é dura, e Deus é bom;

-Entre o sofrimento do homem e a soberania de Deus;

-Entre miséria e misericórdia;

-Entre a dor e a promessa;

-Entre desespero e esperança.

Muitas vezes parece que habitamos uma “terra de ninguém”. A vida se torna um paradoxo.

C.S. Lewis disse em seu livro O Problema do Sofrimento: “Deus sussurra nos prazeres, fala na nossa consciência, mas grita no nosso sofrimento: Sofrimento é o Seu megafone para despertar um mundo surdo(...)”

Contexto

Salmo 13 encontra-se no primeiro de cinco “livros” ou divisões de Salmos, o Hinário de Israel. Nove dos primeiros 13 salmos são de lamento (69%) e 23 dos 41 salmos do Livro 1 fazem parte desse gênero (56%). Ou seja, a maior parte do Livro 1 do hinário de Israel reflete a angústia do povo de Deus como peregrinos nesta Terra.

O sobrescrito do Salmo 13 identifica-o como sendo de Davi. Percebemos que o rei estava passando por um grande aperto, uma angústia que poderia ter culminado em sua morte. Não sabemos a situação, mas esse fato faz com que o Salmo seja útil para todos que passam por angústias semelhantes: Foi uma das muitas vezes que Davi fugiu de Saul? Ou quando ele escapou de Jerusalém quando seu próprio filho Absalão o traiu? Quando seus melhores amigos queriam apedrejá-lo? Foi durante uma doença grave? Ou um problema sério do seu lar? Só sabemos que a dor profunda já durava muito tempo, ao ponto dele pensar que Deus o tinha abandonado.

Estrutura

O Salmo segue a estrutura clássica de um Salmo de Lamento, que podemos chamar do “RPA” – não o Recibo de Pagamento Autónomo, mas a Reclamação da Pessoa Aflita!)

Reclamação (oração)

Petição

Adoração

A Lição

Podemos resumir a mensagem do Salmo 13 assim: “A linguagem do lamento culmina na língua do louvor.”

Exposição


I. Reclamação (1,2)

Infelizmente, muitas vezes não sabemos o que fazer com nossa tristeza individual e comunitária. Autor e compositor/cantor Michael Card observou depois dos eventos de 911 que a Igreja Americana não sabia o que cantar no domingo seguinte!

Em meio à tribulação, quando parece que Deus não se importa mais conosco, expressamos nossas angústias para Ele (1-2). Dar o ‘tratamento de silêncio’ para Deus é a manifestação final de incredulidade. Só alguém que tem fé pode orar ao ponto de reclamar da vida. Como certa pessoa disse, “Exige muita fé para duvidar!” É um passo de fé orar nestes momentos. Lamento só se faz quando se crê que tem Alguém do outro lado que ouve.

A. O Salmista lamenta o aparente esquecimento dele pelo SENHOR e Sua ausência em meio ao sofrimento (1)

1 Até quando, SENHOR? Tu te esquecerás de mim para sempre?

Até quando esconderás o rosto de mim?

QUATRO vezes o Salmista repete o refrão daqueles que sofrem e não entendem porque: “Até quando?” A dor parece interminável. Não há luz no final do túnel. Fica difícil lembrar de um tempo quando NÃO estávamos sofrendo.

O Senhor já sabe da nossa angústia. Ele não tem medo do nosso clamor, do questionamento, quando feito por um coração que quer entender. NÃO É PECADO RECLAMAR AO SENHOR PELAS INJUSTIÇAS, INCOERÊNCIAS E EVENTOS INCOMPREENSÍVEIS DA NOSSA VIDA, desde que seja feito de forma humilde. Há horas em que todos nós nos sentimos desamparados; não entendemos as circunstâncias, nem as razões porque Deus permite que soframos. Na angústia, devemos correr para o Senhor em primeiro lugar.

Sentimos como se Deus tivesse nos esquecido, que tem outras coisas mais importantes no universo para Ele cuidar. No fim, é um questionamento se Deus realmente nos ama. “Se Deus me amasse, Ele resolveria minha situação; Ele responderia minha oração.”

O Salmista sente como se Deus tivesse escondido o rosto dele. “Esconder o rosto” é o oposto do pedido da Bênção Aarônica: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor levante sobre ti o seu rosto e te dê a paz” (Nm 6.24-26). Para o Salmista, parecia que Deus tinha virado as costas para ele. Ele queria ver o rosto sorridente de Deus novamente. Sabemos o que é quando alguém que está bravo conosco vira seu rosto e não quer nem olhar em nossa direção. Ou, se olhar, o faz com cara fechada. O Salmista queria ver o sorriso de Deus em sua vida!

B. O Salmista lamenta a tristeza que tomou conta dele (2)

2 Até quando relutarei dia após dia, com tristeza em meu coração?

Até quando meu inimigo se exaltará sobre mim?

Quando estamos em meio à provação, parece que nunca vai terminar. Começamos o dia sem querer sair da cama, com medo e angústia, questionando o que mais poderia dar errado. A noite é interminável e o dia insuportável. Pior, parece que nossos maiores pesadelos se tornam verdade. A tristeza nos acompanha o dia todo. Nosso semblante muda. A comida não tem gosto. Emagrecemos. Ou tentamos afogar nossos problemas na bebida, ou encher a barriga com comida para satisfazer o vazio em nosso coração.

A menção de inimigos nos dá uma primeira dica sobre o que estava acontecendo na vida do Salmista: Talvez um momento de grande conflito com pessoas que queriam seu mal, ou injustiças, talvez pessoas traidoras, que iriam se alegrar com o sofrimento dele. Que se regozijariam com a derrota dele. Devemos lembrar que a vitória dos inimigos de Deus contra os filhos de Deus é uma vitória contra Deus; clamamos a Ele por livramento por causa da glória dEle.

O que podemos aprender da petição do Salmista?


1) Devemos verbalizar nossas angústias e reclamações diretamente para Deus! Ele já sabe e é honrado pela humilde reclamação do Seu povo, que O reconhece como o Único capaz de mudar as coisas. Precisamos orar nossas dúvidas. Orar com humildade e sinceridade: Arrogância e desafio que veem de um coração que acha que Deus nos deve algo, nunca culminará em lamento de verdade. Deus derrama sua graça sobre os humildes, mas resiste aos soberbos.

2) O sofrimento dessa vida nos desmama dela e dos seus ídolos. Às vezes sentimos o sofrimento de forma exagerada porque confiamos em algo ou alguém que era importante demais para nós, em que achamos nossa satisfação e nossa identidade. Quando aquele ídolo foi atingido, abalou nosso mundo.

3) Precisamos aprender a lamentar biblicamente.


II. Petição (3,4)

Em meio à tribulação, o Salmista clamou a Deus por libertação. Deus tem prazer em ouvir nosso lamento, pois expressa confiança nEle. Pedimos o livramento em termos específicos e de forma coerente com seu caráter. É assim que o lamento atravessa a ponte de reclamação em direção à adoração.

Nesta altura, o pedido passa por cima da reclamação como a sombra da Terra passa sobre a lua num ECLIPSE. Os dois -a Terra e a lua - ainda existem. Mas uma é sobreposta pela outra. É assim quando a petição sobre a reclamação e culmina no brilho da adoração. O Salmista cresce em confiança e constrói uma ponte para o terceiro elemento do lamento bíblico.

A. O Salmista clama pela atenção do Senhor, pedindo-lhe compreensão e sabedoria (3a)

3 Atenta para mim, ó SENHOR, meu Deus, e responde-me.

Ilumina meus olhos

O Salmista clama para que Deus lhe dê atenção, que volte sua atenção para ele para dar ALGUMA resposta. A palavra “atenta” é bem forte. É um grito do tipo “DEUS, OLHA PARA MIM!”

Isso nos lembra de uma criança que acha que seus pais não estão prestando atenção e que pega os pais pelo rosto para força-los a olhar nos seus olhos (ou vice-versa).

O Salmista não entende nada. Para ele, as coisas PODERIAM ter sido diferentes. Deus PODERIA ter mudado tudo. Mas Ele não o fez, pelo menos até agora. Por isso ele pede iluminação dos olhos, ou seja, compreensão. Ele quer uma nova perspectiva. A vida não mais fazia sentido. (É isso que Jó faz na maior parte do seu livro – reclamar a Deus e pedir uma explicação. No fim, tem que se satisfazer com o caráter de um Deus bom e soberano e curvar-se em adoração diante da sabedoria de Deus).

É isso que Tiago recomenda, o clamor por sabedoria, dentro do contexto de provação:

Meus irmãos, tende por motivo de toda a alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. SE, PORÉM, ALGUM DE VÓS NECESSITA DE SABEDORIA, PEÇA-A A DEUS, QUE A TODOS DÁ LIBERALMENTE, E NADA LHES IMPROPERA; E SER-LHE-Á CONCEDIDA (Tg 1.2-5)

B. A razão pela oração é para que ele não se torne insensível ao ponto de envergonhar o nome de Deus. (3b, 4)

para que eu não durma o sono da morte.

4 para que meu inimigo não diga:

Prevaleci contra ele, e meus adversários não se alegrem com a minha derrota.

Os dois pedidos específicos do Salmista em meio à provação são:

1) Para evitar uma vida insensível: “Para que eu não durma o sono da morte”. É possível que o Salmista esteja pedindo para não morrer, mas é mais provável que peça para não cair na apatia de uma vida anestesiada pela dor e por isso, insensível. Ele quer voltar a viver, mas sente-se paralisado pelo sofrimento.

2) Para não envergonhar o nome de Deus: A vitória dos inimigos contra o povo de Deus é uma vitória contra Deus. Clamamos a Deus por livramento por causa da glória de Deus. Os salmistas muitas vezes intercedem a Deus para não passar vergonha diante dos inimigos de Deus.

Quando o povo de Deus é derrotado ou quando há um escândalo envolvendo alguém que era campeão da causa de Cristo, os inimigos de Deus cercam a vítima como urubus. O motivo da nossa oração por livramento tem que ser a glória de Deus; que Ele seja visto como o verdadeiro Vencedor e Amparo daquele que sofre.

III. Adoração (5,6)

Deus é mais glorificado em nós no deserto do que no oásis. Qualquer um pode adorar a Deus quando as coisas vão bem. O livro de Jó também nos ensina que Deus é digno de louvor mesmo na angústia. Em meio à tribulação, agarramo-nos na fidelidade e no amor de Deus para conosco. Deus é glorificado quando confiamos nEle e Seu caráter mesmo quando não enxerguemos uma saída.

No fim, o coração triste alegra-se na esperança em Deus; crê que no fim, tudo dará certo. Como diz o ditado, “Se ainda não deu certo, é porque ainda não chegou ao fim.”

A. O Salmista renova sua confiança no SENHOR quando, pela fé, lembra da Sua graça e salvação (5)

5. Mas eu confio na tua misericórdia;

Meu coração se alegra (exulta) na tua salvação.

A palavra “mas” serve como dobradiça nos Salmos de Lamento. “Mas” nos lembra que tristeza não tem a última palavra. Representa uma nova perspectiva, por cima do sol. A renovação da mente com a verdade significa retornar à sanidade. Nós diríamos que o Salmista “pregou o Evangelho a si mesmo”.

O Salmista chega ao fim desejado de todo lamento. O processo de renovação começa com reclamação, passa pela petição e culmina em adoração. Há uma DECISÃO a ser tomada de confiar única e exclusivamente no Senhor, mesmo não entendendo nada. Nisto Deus é glorificado em nós!

Pela fé confiamos que o Senhor, na hora certa e na maneira certa, nos livrará. Reconhecemos que, em alguns casos, será só no final dessa vida ou na volta de Jesus. Mas o livramento virá e durará por toda a eternidade. Mesmo que a situação ainda não se resolveu, resolvemos em nosso coração confiar no Senhor e Seu amor-leal.

A palavra “misericórdia” (chesed) é uma das mais ricas em toda a Bíblia. Dependendo do contexto, significa “amor-leal, amor-fiel, graça, misericórdia ou fidelidade”. O amor de Deus que dura para sempre nos persegue com laços de amor. TODO CRISTÃO TEM SUA HISTÓRIA PESSOAL DESSE AMOR-FIEL DE DEUS QUE PRECISA SER LEMBRADA NAS HORAS DA ANGÚSTIA.

A segunda linha diz que, apesar da aflição, o coração dele (o centro do seu ser) se alegrava na salvação do Senhor. A palavra “alegrar-se” significa “exultar”, gritar com extasia, como o torcedor quando seu time acaba de ganhar o campeonato. Mas em que ele se exultava? Na “salvação” do Senhor. A palavra Hebraica é “yeshuach”, ou seja, libertação ou salvação. Essa é a palavra que nos dá o nome “Jesus” no Novo Testamento. Para nós, nossa exultação final é na salvação que Jesus nos dá, a garantia de que no fim, tudo dará certo mesmo.

B. O Salmista resolve cantar ao SENHOR, pela fé, lembrando Sua benevolência no passado (6).

6 Cantarei ao SENHOR, porque ele me tem feito muito bem.

Não podemos nos atolar em reclamação ou ficar parados em petição; nosso lamento precisa culminar em adoração. Mesmo em meio à angústia de alma, é possível cantar louvores ao Senhor, lembrando da Sua tremenda benevolência para conosco. Esse é um passo de fé que O glorifica.

A salvação mencionada aqui provavelmente se refere a algum momento de livramento no passado. “Deus não nos trouxe até aqui para nos abandonar!” A fidelidade de Deus no passado é motivação no presente para prosseguirmos para o futuro!

Quem Deus é se torna a realidade maior que as circunstâncias, mesmo sem resolver todas as dúvidas. O paradoxo da língua do lamento, como o paradoxo do Evangelho, é que precisa ser “ensaiado” vez após vez. A escolha de confiar significa renovar a mente sobre o que sabemos ser verdadeiro. Mesmo que não consigamos encaixar todas as peças do quebra-cabeça no lugar certo.

A linguagem do lamento precisa culminar em adoração – a renovação da mente pelas verdades do caráter de Deus e do Evangelho da salvação. Renovemos nossa esperança nEle sem nos mergulhamos na reclamação.

Como diz John Piper, “Senhor, eu confio em ti para me manter confiando em ti.”

Conclusão


Essa é a linguagem do lamento. Não tenha medo dela. Não caia na teologia da prosperidade emocional. Não seja mudo diante de Deus quando os sofrimentos da vida o afligem. Se há uma lição que podemos aprender, é que


A linguagem do lamento culmina na língua do louvor.

A linguagem do lamento ainda não é uma língua morta, mas um dia será. Lamento só é para essa vida. Tem prazo de validade. Seus dias são contados. Isso porque não haverá lamento na Nova Jerusalém (Ap 21.3, 4):

Então ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.

Graças a Deus, no fim, tudo dará certo.

[1] Vários conceitos dessa mensagem foram influenciados por Pr. Mark Vroegop e seu livro Dark Clouds, Deep Mercy (Nuvens Pretas, Misericórdia Profunda).

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