37 Paradoxos da Vida Cristã: A Morte de Sara Gênesis 23

                                                  Paradoxos da Vida Cristã: A Morte de Sara

                                                                               (Gn 23)

Introdução:  Essa semana assisti um pequeno clip de filme que ilustra como talvez será o dia em que Jesus finalmente voltará buscar sua igreja.  (mostrar filme).

Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar dolhos, ao ressoar da última trombeta.  A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptível, e nós seremos transformados. (1 Co 15.51,52).

Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.  Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.(1 Ts 4.16-18)

Essa é a nossa esperança.  Mas a pergunta continua ecoando, assim como no filme: Você está pronto para encontrar com Deus?

Hoje, chegamos ao término da vida de alguém que estava pronto.  Sara, esposa de Abraão, “princesa” (conforme o significado do nome dela) terminou sua peregrinação nesta terra.  Hoje vamos para um culto fúnebre. O livro de Eclesiastes diz que é bom e apropriado irmos até o velório:

Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os

homens; e os vivos que o tomem em consideração. (7.2).

Vamos considerar não somente a morte, mas a vida de uma das maiores santas nas páginas da Bíblia.  Por um lado, é uma história triste, pois chegamos ao final de uma vida que temos acompanhado ao longo de muitos meses.  Ela tem sido nossa amiga desde Gn 11.  Agora, depois de 13 capítulos, parece que ela é alguém conhecida, uma amiga, uma irmã.  Mas depois de 127 anos de altos e baixos, ela faleceu.  Mas Sara estava pronta.  Sabemos disso porque o NT elogia sua fé inabalável.  Recapitulando a vida dela, diz, Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa (Hb 11.11).

Ler Gn 23.1,2

Trans.  O texto hoje revela um pouco do drama que é ser filho de Deus “no mundo, sem ser do mundo”.  Trata das tensões que todos nós enfrentamos diariamente, de sermos herdeiros de Deus, cidadãos do céu, filhos do Rei, mas ao mesmo tempo nos encontramos aqui na terra, muitas vezes menosprezados, ridicularizados, margenalizados, peregrinos, forasteiros.  Vamos encontrar 2 paradoxos da vida cristã.  O Novo Dicionário Aurélio define um “paradoxo” como sendo, “um conceito que é ou parece contrário ao comum....contra-senso...uma contradição, pelo menos na aparência.”    A idéia é que são duas verdades que existem lado a lado mas que, de alguma maneira, parecem se contradizer.

1.    O filho de Deus sofre morte antes da posse da promessa.

2.    O filho de Deus sofre como peregrino na terra sendo cidadão do céu.

I.  O Filho de Deus Sofre Morte Antes da Posse da Promessa (23.1,2)

Sara viveu 127 anos.  Ela é a única mulher em toda a Bíblia cuja idade na morte é dada.  Durante boa parte da sua jornada, ela tinha que esperar, em fé, para ver a promessa de Deus.  Durante parte desse tempo ela fracassou na fé, dando um jeito, tentando ajudar a Deus.  Mas pela graça de Deus, ela desfrutou dos últimos 37 anos de vida vendo o primeiro cumprimento da promessa de Deus, na vida do seu filho do milagre, Isaque.

Mas ela faleceu sem realmente ver o cumprimento da promessa. 9x o texto enfatiza a morte dela (2,3,4,6,7,8,11,13,15), e 13x fala de “sepulcro” ou “sepulcrar”. Deus havia prometido que ela e Abraão seriam os pais de uma grande nação.  Mas quando ela morre, só tem um filho, e ele é solteiro!  Deus havia prometido dar toda a Terra Prometida para eles, mas até agora, o máximo que eles têm é a escritura de um poço em Berseba.  (Nem mesmo um lote no cemitério local eles possuem!)  Deus tinha prometido que todas as nações seriam abençoados pela família deles, mas a história mostra o contrário—até agora, com poucas exceções, sua família tinha sido a causa de vexame para as nações—Egito, Gerar, etc.  A pergunta que paira sobre o texto é, “O que aconteceu com a promessa?”  A resposta é que foi abraçada pela fé pelos patriarcas.

Todos estes MORRERAM NA FÉ, sem ter obtido as promessas, vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. (Hb 11.13)

Temos acompanhado a peregrinação de Abraão e Sara, como todos os seus altos e baixos.  (contar a história):

            Gn 11.29,30 Sarai era estéril, não tinha filhos (o texto repete, enfatiza, a situação difícil em que ela se encontrava durante 90 anos da vida dela.

            Gn 12.1-3  O marido chega avisando-a que a família iria mudar...”Para onde?” (Não sei).  “Por que?” (Ouvi uma voz).  E saíram.  Deixaram tudo e todos—a vida estável de Ur dos Caldeus, uma cidade sofisticada, luxuosa, para que?  Vida numa tenda, no meio de gado, deserto e pó.

            Gn 12.10-20 Nada deu certo.  Há fome na Terra Prometida, e por isso descem para Egito.  Só que, no Egito, o maridão a convence a mentir sobre seu relacionamento, dizendo que ele era o irmão dela, fato que levou-a à humilhação de ser incluída no harém de faraó!

            Gn 16—Depois de anos de esterilidade, num momento fraco de fé, Sarai deu um jeito e ofereceu sua secretária como esposa para o marido, e o pior aconteceu—ele topou, e gerou um filho com Hagar.  Aqueles foram momentos difíceis para a família, de grande tensão e briga conjugal.

            Gn 18—Homens estranhos fazem uma visita e prometem o impossível—que ela teria um filho com 90 anos de idade, muito depois da menopausa!  E ela deu risada, só para ser repreendida pelo anjo do Senhor.

            Gn 20—Mas neste momento de alegria, mais uma vez a família viajou, e mais uma vez Abraão mentiu sobre ela, que foi colocada novamente num harém pagão, esta vez dos filisteus e seu Rei Abimeleque.  Só por Deus que nada foi consumado, e a origem do herdeiro colocada sob suspeita.

            Gn 21--Finalmente, todos os sonhos foram realizados, e Isaque, “riso” nasceu.  Sua alegria foi impossível conter.  Mas ainda havia uma mancha na família—Hagar, e o filho dela, Ismael.  Num dos momentos mais tristes no relato, os dois são mandados embora, rachando mas ao mesmo tempo protegendo a família.

Agora, é tarde demais. Com tanta história ainda para acontecer, Sara morre.  E Abraão chora.  E chora. Pela perda da sua melhor amiga e companheira durante quase toda a vida. Imagine a solidão.  Imagine a tristeza.  Imagine o coração vazio.  Eles haviam compartilhado tudo durante todos aqueles anos.  E agora, ela se foi.   Mas Abraão chora também, imaginando os eventos dos próximos anos que ela não poderá presenciar.  O casamento do seu único filho.  Os netos.  As raízes se aprofundando na terra prometida.  Talvez seja o que mais nos entristece com a morte de entes queridas...Ilust.: 14 anos atrás minha mãe faleceu...

Imaginamos a tristeza do filho único, Isaque.  Durante 37 anos mamãe tinha sido uma heroina para ele, sua melhor amiga, talvez.  Sabemos que o baque foi tremendo, porque somente 3 anos depois, quando ele se encontra com sua esposa, Rebeca, é que ele será consolado depois da morte da sua mãe (24.67).

Morte é a grande dívida que todos nós temos que pagar—a não ser se formos arrebatados.  É a sombra que paira sobre a humanidade desde o pecado de Adão e Eva.  Ofusca nossos sonhos, põe fim aos nossos planos, desorienta e desanima.  Mas é uma realidade imprevisível que dá significado para nossa vida, e que nos força a viver vidas mais cheias, à luz da eternidade.

A morte de Sara foi preciosa, ou seja, custosa, para Abraão e para Isaque.  Como sentiram a perda.  Mas a morte dos santos também é preciosa, ou custosa, para Deus.  Sl 116.15 diz Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos.  A palavra “preciosa” aqui significa “custoso”, “caro”, algo de grande valor.  Deus sente a realidade da morte, pois nunca foi Seu plano para a humanidade.  Deus, como Pai, experimentou a morte do seu único Filho.  Ele sabe.  Ele entende.  Morte é algo sub-natural.  Deus é vida.  Jesus falou “Eu sou a ressurreição e a vida”.  Veio para que tivessemos vida em abundância.  Morte é contra a natureza de Deus.  Jesus se submeteu à morte, justamente para nos livrar da segunda morte.  Jesus chorou diante da morte de seu amigo Lázaro.  Jesus absorveu o aguilhão da morte, para que nós ficassemos livres dele.

Aplicação:

1)    Morte não é o final das promessas de Deus para mim!  Como seres mortais, somos sujeitos à

morte antes de ver todos os nossos sonhos cumpridos.  Esse é o paradoxo da nossa vida—temos vida eterna, mas vamos morrer.  Sabemos que Deus há de completar em nós a boa obra que Ele mesmo começou, mas não será aqui e agora (Fp 1.6).  Sabemos que seremos como Ele, mas somente no além, quando o veremos como Ele é (1 Jo 3.2).  Temos que conviver com essa tensão, de sermos seres celestiais e imortais, vivendo no mundo terrestre e mortal.

2)    Jesus conquistou a morte pela sua vitória na cruz: Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó

morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.  Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo  (1 Co 15.56,57); por sua morte ele destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.  (Hb 2.14,15).  No túmulo de Lázaro, Jesus falou, Eu sou a ressurreição e a vida.  Quem crê em mim, ainda que morra, viverá, e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. (Jo 11.25,26)

3)    Deus sente nossa dor com a morte dos santos(Sl 116.15, Jo 11.33,35—Jesus, vendo-a

chorar...agitou-se no espírito e comoveu-se...Jesus chorou.). Mas também promete vitória sobre a morte:  (1 Ts 4.13-14: Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança.  Pois, se cremos que jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante jesus, trará juntamente em sua companhia os que dormem.)

4)   A realidade da nossa morte faz com que vivamos hoje para o Senhor (Ecl 7.2)

Mas existe uma segunda tensão, um segundo paradoxo no texto.  Primeiro, o filho de Deus sofre a morte antes da posse da promessa.  Em segundo lugar, o filho de Deus sofre como peregrino na terra sendo cidadão do céu.

II.  O Filho de Deus Sofre como Peregrino na Terra sendo Cidadão do Céu (23.3-18)

O restante deste texto traça o longo processo de negociação entre Abraão e os moradores da terra, para poder comprar um lote no Parque das Flores da sua época.  Para entendermos um pouco do que a passagem está nos ensinando, temos que lembrar mais uma vez o contexto.

Abraão é o herdeiro de Deus.  Ele tem as promessas.  Deus lhe deu a escritura de TODA aquela terra!  Só que, a escritura foi assinada no cartório celestial.  Ninguém havia informado os moradores daquela terra.

O paradoxo é que o grande fazendeiro, o dono de toda a terra, parece ser do PST, e os inquilinos, que invadiram a terra dele, parecem ter todos os direitos!  Alguma coisa não está certa!  Abraão não possui nem um pedaço de terra suficiente para interrar sua preciosa Sara!

Veja 23.3,4 Sou estrangeiro e morador entre vós.  A frase deixa claro que ele, Abraão, é o peregrino.  Está na terra, sem ser da terra.  Logo no início, e depois no final da passagem, destaca-se o fato de estarem “na terra de Canaã” (vs. 2, 19)

Estevão destaca esse mesmo fato no seu discurso antes de ser martirizado em Atos 7: Nela não lhe deu herança, nem sequer o espaço de um pé; mas prometeu dar-lhe a posse dela, e depois dele à sua descendência, não tendo ele filho.  E falou Deus assim, que a sua descendência seria peregrina em terra estrangeira, onde seriam escravizados e maltratos por quatrocentos anos. (7.5,6).

Ilust.: Não é fácil ser estrangeiro! Mesmo que você tente durante toda a sua vida, é só abrir sua boca, e as pessoas perguntam, “Você não é daqui, né?”  Significa ser sempre diferente.  Significa não reconhecer a letra de músicas populares, os nomes e fama de times de futebol, programas e atores prediletos de TV (de infância), porque você não passou sua infância entre eles.  É ter uma cédula de identidade que tem cor diferente dos demais e que se chama “RNE”-Registro Nacional de Estrangeiro.  Você quer pertencer, mas ao mesmo tempo, pertence a uma outra cultura, com outra língua, outros costumes e hábitos.  Ser cristão é assim!

Como estrangeiro, Abraão precisa suportar um processo de negociação e exploração para obter um pedacinho de terra para poder interrar sua morta.  Mas o ato de adquirir aquela terra é um ato simbólico, um ato de fé.  Mostra que Abraão considera a Terra de Canaã seu novo lar.  Ele realmente abraçou a promessa, mesmo de longe! 

Entenda que Abraão tem outras opções.  Mas a compra de um lote no cemitério local é um ato símbólico, um ato de fé, de que crê que um dia a terra será dele.  Ele poderia ter levado sua morta de volta para Harã, onde eles têm família.  Ele poderia ter interrado Sara num lugar qualquer, um lote temporário, mas não familiar. Mas ele quer um sinal.  Um memorial. A curiosa passagem no final do cp. 22 nos dá essa dica, ao relatar que o irmão de Abraão, Naor, e Milca, tiveram 8 filhos lá na terra natal.  Parecia que a família deles estava crescendo.  E haveria oportunidade de voltar.  Hebreus diz, E, se, na verdade, se lembrassem daquel de onde saíram teriam oportunidade de voltar.  (Hb 11.15). 

Abraão não era dono de quase nada na terra, mas ele interra Sara, e ele mesmo será interrado, na caverna de Macpela.  Sabemos da importância disso, pois anos depois, quando toda a família encontra-se no Egito, e o neto de Abraào, Jacó (Israel) morre, o corpo dele é levado de volta para ser interrado nesta mesma caverna (Gn 49.28-50.14).  Depois disso, o próprio José, primeiro ministro do Egito, faz seus irmãos jurarem que levariam os ossos dele de volta para o mesmo lugar, (Gn 50.24-26; cp. Ex 13.19; Js 34.22).

Ilust.: Misisonários como Sr. Haroldo, Sr. Davi Cox e D. Mary-Ann, nós mesmos, que adotam uma nova terra, mesmo sendo estrangeiros, peregrinos, um sinal de adoção.

Ler a história: 23.6-13.  Abraão pleiteia algo que ele não teria direito como estrangeiro.  Só quer um lote para o interro.  Mas eles, sabendo que o patriarca rico está numa situação difícil, iniciam um processo de negociação que, na melhor das hipóteses, parece melandro, na pior, pura exploração do estrangeiro. 

Ler 23.14-18.  No fim, Abraão pagou um preço que muitos consideram exorbitante pela terra—400 siclos de prata, algo como 12 k. de prata.  (Ilust.: Jeremias, que comprou um terreno antes do exílio de 70 anos do povo de Deus, como sinal de que, um dia, voltariam  Jr 32.24-25.  No caso dele, também foi um sinal de esperança, pois o povo estava indo para o cativeiro.  Teria sido o pior negócio no mundo, mas foi um investimento para o futuro!)  O negócio é selado diante das testemunhas da cidade: agora é oficial!  A família da fé agora tem uma âncora na Terra Prometida.  Abraão é morador daquela terra.

Hebreus ecoa essa idéia quando fala de Abraão, Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas, vendo-as, porém, de longe, e saudando-as e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.  Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria...  Mas agora aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial.  Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.  (Hb 11.14-16).

Aplicação:

1.  Estamos no mundo, mas não somos do mundo.  Por isso, o mundo nos odeia, ridiculariza, explora.  Mas temos esperança.  Agarramos pela fé um futuro glorioso.  Vivemos uma cultura diferente—leis diferentes, costumes, hábitos, língua diferente.

Jesus disse assim, Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou.  Não peço que os tires do mundo; e sim, que os guardes do mal.  Eles não são do mundo como também eu não sou. (Jo 17.14,15).

2. Somos cidadãos do céu, não da terra.  Fp 3.20,21:A nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.

Ainda não chegamos em casa!  (Ilust.: Casal de missionários de volta depois de 50 anos na África).

3. Neste mundo teremos aflições.  Jo 16.33Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim.  No mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.  Rm 8.17,18 revela bem esse paradoxo: Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofrermos, para que também com ele sejamos glorificados.  Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não são para se comparar com a glóira por vir a ser revelada em nós.

Rm 8.23 Gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.

4.  Para quem quer servir a Deus, não há retorno para esse mundo.  “Quem pôs mão no arado, não pode olhar para trás!” (Lc 9.62) Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna. (Jo 6.68)

O livro de Colossenses diz, Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Criusto, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus.  Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.  Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então vós também sereis manifestados com ele, em glória. (Cl 3.1-4).

Conclusão:  Vss. 19,20

O texto termina com mais uma declaração oficial: Abraão tem uma posse na terra da promessa, só que a posse é de um lote no cemitério.  Mas é o início do cumprimento da promessa.  Pena que a Sara não viveu para vê-lo.  Mas esse é o ponto da história—os paradoxos da vida cristã.

2 paradoxos da vida cristã, duas verdades que existem lado a lado mas que, de alguma maneira, parecem se contradizer.

1.    O filho de Deus sofre morte antes da posse da promessa.

2.    O filho de Deus sofre como peregrino na terra sendo cidadão do céu.

Idéia:  A morte dos santos pode ser a maior demonstração da nossa fé!

2 Co4.17-18!!  Hb 11.14-16