34 O Deus que Vê e Ouve Gênesis 21.8-21

                                                                   O Deus que Vê e Ouve

                                                                          (Gn 21.8-21)

Introdução: Você já passou pela experiência de acordar e logo perceber “Esse não será o meu dia!” Tudo dá errado.  Achei algumas fotos de pessoas que poderiam ter dito, “Esse não é o meu dia!”  (Slides).

Talvez em momentos assim, questionamos, “Onde está Deus?”  Será que esqueceu-se de mim?  Talvez na hora da perseguição.  Talvez na hora dos apertos financeiros.  Talvez nas horas de solidão, quando você se sente totalmente isolado, abandonado—talvez na sua escola, talvez no serviço.  Talvez você seja o único cristão em sua família; talvez você perdeu seu cônjuge, e luta para criar seus filhos sozinho.  Talvez você deseje casar, mas ainda não pareceu a pessoa certa.

Existe um jogo de palavras em inglês que ilustra o paradoxo da onipresença de Deus nos momentos em que Ele parece estar distante:  GODISNOWHERE  =  GOD IS NOWHERE (Deus está em lugar nenhum)

                                                                        = GOD IS NOW HERE (Deus está agora aqui).

Hoje voltaremos para a Novela de Gênesis.  A história que vamos estudar hoje parece mesmo uma novela.  5 personagens principais (Abraão, Sara, Isaque, Hagar, Ismael); 5 histórias, num enredo complexo mas fascinante, que acima de tudo, revela lições preciosas sobre o caráter do nosso Deus nos momentos em que parece que Ele nos esqueceu.  É uma mensagem de conforto e ânimo para os perseguidos e abandonados.

Trans.:Neste texto vamos descobrir que Deus é um Deus bom, que vê e que ouve quando somos perseguidos, mal-tratados, esquecidos, tratados como cidadãos da 2a classe.  Deus está presente em todas as nossas vidas, fazendo com que tudo coopere para formar a imagem de Seu Filho em nós.  Conforme o apóstolo Paulo declarou para os do Areópago, “Nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (At 17.26).

Vamos acompanhar a novela, que tem dois atos (duas cenas) principais, que nos ensinam duas lições importantes: Deus vê, e Deus ouve.

I.  Deus Vê quando Seus Filhos são Perseguidos (21.8-12)

Gn 21.1-7 mostram como Deus cumpriu a promessa de dar o filhos da promessa para Abraão e Sara.  Isaque, ou seja “riso”, seria uma alegria para quase todos.  Infelizmente, a alegria da Sara virou amargura para Hagar.  De repente, ela e seu filho, Ismael, estão do lado de fora.  Seus dias são contados.

A.    Deus Percebe o Perseguido (8-9)

Contexto: Isaque, “riso”, foi crescendo.  Chegou o dia em que seria totalmente desmamado (entre 2 e 3 anos de idade).  E conforme costume da época, papai Abraão fez uma grande festa, um banquete, um churrasco, para qual convidou todos os amigos, parentes, etc.  É o momento em que tudo indica que o filho passou o período de perigo da mortalidade infantil.  Seria como a festa de um ano em nossos dias, em que a criança não entende nada, mas todo mundo celebra.

Mas foi neste momento que aconteceu algo extremamente desagradável.  No meio da festa, Ismael, que não é nem nomeado nesta altura, começa a zoar do menininho Isaque.  Talvez pareça uma coisa inocente.  Mas temos que entender que Ismael nesta altura provavelmente tem 16 ou 17 anos.  O que ele fez prefigura o que a de acontecer em toda a história.  Ele começa a provocar o menininho, tirando sua alegria, estragando a festa.

Interessante que a palavra traduzida pela Atualizada como “caçoava” (NVI =     ), representa um jogo de palavras.  É a mesma palavra de onde vem o nome “Isaque”, “riso”.  Ele provocava risos a custo do “Riso”.  Está desrespeitando, zoando, ridicularizando, caçoando, o filho da promessa, o herdeiro principal.  (A palavra foi usada em vários contextos diferentes, por exemplo, 19.14 de Ló diante dos seus genros, que achavam que o velho estava fazendo palhaçadas....26.8 foi usada das carícias que o própria Isaque dava em rebeca; 39.14,17 das acusações que a esposa de Potifar fez contra José como se estivesse “zoando” dos egípcios; Jz 16.25 dos filisteus que caçoavam de Sansão depois que ele ficou cego).

O NT interpreta a idéia como sendo uma forma de “perseguição” (Gal 4.29). Podemos imaginar uma forma de ciúmes, por ser Isaque o filho da promessa, levando Ismael a fazer alguma forma de brincadeira cruel .

Aplic.: Deus vê quando seus filhos são persguidos, zoados, caçoados...

-escola                                    -serviço                       -vizinhança                -parentes (único crente)

Deus não está alheio ao nosso sofrimento.  Ele vê.  E logo ele age.

B.    Deus Protege a Promessa (10-13)

É nesta hora que mamãe entra em ação...A reação dela parece severa demais, mas é o cúmulo de anos de provocação entre ela e Hagar, a “outra” mulher que, quando percebeu que estava grávida, desprezou sua senhora (Gn 16.4).  Tudo isso, por causa da besteira de Abraão e Sara em tentar “dar um jeito” para ajudar a Deus no cumprimento da promessa.  Mas chegou a hora de dizer “adeus” para os erros do passado.  Abraão não poderia achar a bênção de amanhã no fracasso de ontem.  Precisava fechar aquele capítulo da novela.

Sara, então, pede que os dois sejam expulsos da família uma vez para sempre.  E papai Abraão, mais uma vez, fica perdido.  Não sabe o que fazer.  Durante 16 anos ele pensava que Ismael era, mesmo, o filho da promessa.  Investia tudo em Ismael.  Passeava com ele.  Pescava com ele.  Jogava bola com ele (na medida em que um homem com 90+ anos consegue jogar bola!). Festejava com ele.  A chegada de Isaque não podia mudar o amor que ele tinha por Ismael.  Mas agora ele tem uma decisão difícil diante dele, que a de rachar para sempre a família dele.  E ele sente extrema tristeza por causa disso (11).  Está pagando o preço da sua incredulidade.

Nesta hora acontece algo totalmente inesperado, que talvez não entendamos.  Deus concorda com Sara.  (De vez em quando, a esposa pode estar certa!)  Deus intervem, e manda Abraão expelir Hagar e Ismael.  Como deve ter doído o coração do papai!  “Nunca mais verei meu filho! 16 anos investi na vida dele, e agora, vou falar “Some daqui, rapaz!”?”  Mas é isso que Deus pede.

Porque?  Porque é hora de reconhecer que a promessa de fato vem por Isaque, não Ismael.  Não admite concorrentes.  Não existe sincretismo no plano de Deus.  Deus não mistura as coisas.  Não há jugo desigual.  Deus não permite qualquer confusão na obra dEle.  A glória dEle Ele não dá a outro.  Em Isaque será chamado sua descendência (12)

O NT aplica essa história de forma alegórica, ilustrando um princípio sobre graça e lei, liberdade em Cristo e escravidão espiritual (Gal 4.22-31).

Filho da Escrava

Filho da Livre

Filho da escrava, Hagar

Filho da livre, Sara (22)

Nasceu segundo a carne (Gn 16)

Nasceu mediante a promessa (23)

Aliança do Monte Sinai = Velha Aliança

(Aliança do Monte Calvário) = Nova Aliança

Jerusalém

Jerusalém Celestial (26), livre, nossa mãe (pátria ou “mátria”)

Multidão de descendentes numerosa

Filhos da promessa = igreja (28)

Nascera segundo a carne

Nasceu segundo o Espírito

Perseguia o filho da promessa

Perseguido pelo filho da carne

Lançado fora (rejeitado)

Herdeiro aceito

Lição: A Nova Aliança nos fez filhos livres pela promessa da fé, não escravos sujeitos

Aplic.: Jugo desigual; tudo que interfere com o melhor que Deus tem para nós deve ser abandonado: amizades, namoro, negócios, hábitos, vícios, emprego, etc.  Está na hora de dizer “adeus” para seguir o melhor (Mt 6.33)    

II.  Deus Ouve quando Sentimo-nos Abandonados (14-21)

Deus vê quando somos perseguidos. Deus age para proteger a pureza da fé e da promessa.  Deus também pede que nós ajamos para manter a pureza da fé.  Mas agora vamos para o segundo ato dessa novela.  A cena muda, e agora o foco está em Hagar e Ismael.

Deus vê, sim.  Deus ouve, sim.  Deus não é um deus distante.  Não é um deus dos deistas, que imaginavam um ser celestial que iniciou o universo e depois, ficou assistindo, como se fosse um brinquedo de criança que você (wind) e deixa correr.  Não é uma força impessoal, conforme Guerra nas Estrelas.  Deus não se compõe de dois lados da Força.

A.    Deus Permite o Pranto (14-16)

Slides: Não era seu dia...

Hagar e Ismael, embora não totalmente inocentes nesta história, são vítimas.  Deixe-me contar um pouco da novela de Hagar até esse ponto da história...Hagar era egípcia, provavelmente de uma família pobre.  Um dia, para ajuda sua família a pagar as dívidas, foi adquirida como escrava por uma família de estrangeiros.  Eram totalmente diferentes que o povo dela, mas a tratavam razoavelmente bem.  Mesmo assim, doeu quando saíram da terra dela para morar longe de tudo e de todos.  Trabalhava fielmente por vários anos para sua patroa, Sarai,  que aos poucos abria o coração dela para Hagar, contando-lhes os sonhos de algum dia ter um bebê.  Mas o tempo passou.  Qual foi a surpresa dela quando um dia, Sarai, lhe contou que os planos mudaram, e ela, a egípcia, seria usada para gerar um filho como se fosse da própria Sara.  E assim aconteceu.  Hagar engravidou, e quando percebeu, sentia-se muito honrada e privilegiada.  Infelizmente, deixou que isso também transparecesse para sua patroa, que ficou indignada, e que humilhou-a diante de todos os outros funcionários.  Então Hagar fugiu.  Mas foi no deserto que o próprio Deus de Abraão e Sara a encontrou, e lhe prometeu que multiplicaria sobremodo sua descendência—ela, a humilde doméstica, estrangeira, mãe solteira, desprezada e esquecida, tratada como se fosse um objeto e não uma pessoa.  Mas Deus a viu.  Deus a ouviu.  E ela adorou a Deus, declarando Seu nome e atributos, chamando-o “O Deus que vê”.  E o filho nasceu, Ismael, “Deus ouve”.  Tudo indicava que ele seria o herdeiro, o filho da promessa.  O “jeitão” de Abraão e Sara aparentemente funcionou.  13 anos se passaram, Isaque cresceu, até que, um dia 3 visitantes estranhos chegaram e falaram que SARA teria um filho.  E aconteceu.  Isaque nasceu, e quando ele nasceu, morreram os sonhos de Hagar para seu filho Isaque.  Daquele momento em diante, Hagar e Ismael sentiram-se abandonados.

E, de fato, Hagar perdeu tudo!  Ela é que nem Jó!  Perdeu sua casa dos últimos 25 anos.  Perdeu o emprego.  Perdeu o sustento.  Sai sem fundo de garantia, só alguns litros de água e uns pães nas costas!  Perdeu o único marido que iria conhecer (e que não era marido).  Perdeu o sonho de ver o filho Isaque, como herdeiro e príncipe do grande patriarca e patrão Abraão. Perdeu o rumo, a direção. E para ser bem sincero, Hagar está ao ponto de perder sua fé no Deus que vê, no Deus que ouve (cp. 16).  Note que, diferente do que aconteceu em Gn 16, quando fugiu da sua patroa, Sarai, ela não ora nesse texto (15-17).   A única coisa que ganha é sua liberdade, pois era escrava, e agora ficou livre.  Mas o que adianta morrer livre, desidratada no sol ardente daqule deserto miserável? Vagueava por horas e horas, dias, perdida no deserto, olhando enquanto se enfraqueceram,...lábios rachados, língua inchada, olhos vermelhos e vagos. O que adiantava ser livre, só para assistir enquanto a única coisa que possuía nesta vida, seu filho precioso Ismael, iria morrer na sua frente?

Temos que reconhecer que Hagar é uma figura trágica nesta história.  Ela tinha poucas opções.  Como escrava, comprada do Egito, tinha que obedecer à patroa e ao patrão quando tiveram a idéia brilhante de gerar um filho por ela.  Fez tudo que podia para criar o filho de Abraão que, pelo tudo que indicava, seria o herdeiro de tudo.  Ela está carregando as conseqüências da incredulidade dos patrões.  Parece injusto!  O fato é que o pecado de outros muitas vezes faz de nós vítimas.  Até hoje, a incredulidade de Abraão e Sara está provocando tremendo sofrimento entre seus descendentes, os Árabes e Judeus!

Deus permite o pranto (16).  Às vezes somos vítimas do nosso próprio pecado.  Muitas vezes, neste mundo mal, somos vítimas do pecado de outros, ou vítimas de um mundo que jaz no Maligno e na sua perversidade.  Acidentes de trânsito, câncer, assaltos, violência—a terra geme, e nós também gememos (Rm 8).  Mas o fato de que Deus permite o pranto não significa que Ele não está presente.  Muito pelo contrário.

Esse é o grande erro dos teólogos da prosperidade.  Presumem que o sofrimento implica em pecado, ou falta de fé, ou desobediência.  Causam grandes danos para a Igreja de Jesus, pois as pessoas acabam realmente sozinhos, deixadas para “se virarem” diante de um Deus distante.  Mas é justamente nos momentos do pranto que Deus promete Sua presença. 

            Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso estamos alegres...Os que com lágrimas semeiam, com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes (Sl 126.3,5,6)

B.    Deus Promete Sua Presença (17-21)

Mas Deus não esqueceu de Ismael, muito menos de Hagar.  Deus não os abandonou.  Achavam que Deus não estavam em lugar nenhum, mas Deus estava ao lado deles.  Não estavam perdidos para Deus. Hagar havia se perdido, mas Deus não perdeu Hagar.  Deus é um Deus justo e compassivo.  Ele vê.  Mas também Ele ouve.  Deus é maior que o nosso sofrimento. Deus é o campeão dos menos-privilegiados, dos esquecidos, dos humildes! Ele quer ser nossa suficiência, mesmo nos sofrimento.  E Ele abençoa Hagar e Ismael!  Pela primeira vez, estão livres.  O que parecia ser uma maldição virou em bênção!  (Cp. Gn 50.20)

Conforme o poster que já citei, “Nunca me sinto só, porque nunca estou sozinho”. Deus está aqui!  Ele nunca nos abandona!  Mesmo quando injustiçados, abandonados, angustiados (14-16), somos consolados e acompanhados pelo próprio Senhor.  Exige muita fé para ver o invisível, para perceber a presença do Senhor nos desertos da vida, mas Ele é glorificado em nós quando nós nos agarramos nEle, especialmente no deserto.  Ele é a nossa única Esperança.

Note como o texto mostra isso.  Vs. 17 diz DUAS VEZES, “Deus OUVIU a voz do menino”.  (Aqui é um jogo de palavras, do nome “Ismael”, que literalmente significa, “Deus ouve”!  (cp. 16.11).  Deus não esqueceu!  Deus não é surdo!  Ele ouve quando clamamos a Ele!  O fato de que a resposta que queremos nem sempre chega na hora não pode ser interpretado como se Deus não tivesse ouvido.

Deus levanta o menino, promete que será um grande povo (pai dos árabes) (18), e mostra-lhes um poço de água (19). Note vs. 20: “Deus estava com o rapaz”!  Mesmo parecendo “cidadão de segunda classe”, Deus tem um futuro brilhante planejado para esse menino.  Deus também o ama.  Mesmo que ele não seja o “Tchã”, o xodó, o astro, a estrela, Deus também o usará.  Deus vê.  Deus ouve!

            Quem há semelhante ao Senhor nosso Deus, cujo trono está nas alturas, que se inclina para ver o que se passa no céu e sobre a terra?  Ele ergue do pó o desvalido, e do monturo, o necessitado, para o asssentar ao lado dos príncipes, sim, com os príncipes do seu povo.  Faz que a mulher estéril viva em família, e seja alegre mãe de filhos.  Aleluia! (Sl 113.5-9)

Aplic.: Deus usa aqueles que, para o mundo, são “cidadãos de segunda classe”!(1 Co 1.26-31)

            Deus está sempre presente—transformando mal em bênção.
Conclusão
: Há duas opções: GODISNOWHERE  =  GOD IS NOWHERE (Deus está em lugar nenhum)

                                                                        = GOD IS NOW HERE (Deus está agora aqui).

O texto deixa claro que a resposta correta, para nós que conhecemos a Deus, é que GOD IS NOW HERE, Deus está agora aqui!

Apelo: Todos que se identificaram neste texto, talvez como um persguido, ridicularizado por ser filho da promessa, filho de Deus—na escola, no serviço, na vizinhança, em casa.

Todos que se sentem, às vezes, sozinhos, abandonados, no deserto, desprovidos:

            *pelo cônjuge                        *pelos pais                 *por uma morte         *como solteiro(a)

Deus vê.  Deus ouve.  Deus protege.  Deus é suficiente.  Deus consola.

Leitura de textos (Como igreja, ler em voz alta para nossos irmãos esses textos projetados)

            Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso estamos alegres...Os que com lágrimas semeiam, com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes (Sl 126.3,5,6)

            O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.  Ele me faz repousar em pastos verdejantes.  Leva-me para junto das aguas de descanso; refrigera-me a alma.  Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.  Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo: a tua vara e o teu cajado me consolam...(Sl 23:1-4)

            Quem há semelhante ao Senhor nosso Deus, cujo trono está nas alturas, que se inclina para ver o que se passa no céu e sobre a terra?  Ele ergue do pó o desvalido, e do monturo, o necessitado, para o asssentar ao lado dos príncipes, sim, com os príncipes do seu povo.  Faz que a mulher estéril viva em família, e seja alegre mãe de filhos.  Aleluia! (Sl 113.5-9)

            Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no Senhor seu Deus...que faz justiça aos oprimidos, e dá pão aos que têm fome...o Senhor guarda o peregrino, ampara o órfão e a viúva, porém transtorna o caminho dos ímpios.  O Senhor reina para sempre; o teu Deus, ó Sião, reina de geração em geração.  Aleluia!  (Sl 146.5,7,8,10)

            Cantai a Deus, salmodiai o seu nome...Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus em sua santa morada.  Deus faz que o solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; (Sl 68.4-6)

            Cantai, ó céus, alegra-te, ó terra, e vós, montes, rompei em cânticos, porque o Senhor consolou o seu povo, e dos seus aflitos se compadece...acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre?  Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti.  Eis que nas palmas das minhas mãos te gravei; os teus muros estão continuamente perante mim (Is 49.13-16).

            Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem? (Hb 13.5,6)

            Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não são para se comparar com a glória por vir a ser revelada em nós...Sabemos que todeas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito...Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?...Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?...Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.  (Rm 8.18, 28, 31, 35, 38,39).  Amém. 

Idéia: God está agora aqui!  GOD IS NOW HERE.  Deus vê e Deus ouve.

OraçãoPr. Mendes