Habacuque

 

 

Ainda Que Tudo Falte, Confie no Senhor!

Habacuque

Pr. Davi Merkh

 

Imaginemos que estamos no ano seiscentos e nove antes de Cristo.  O lugar?  O sul de uma nação perto do Mar Mediterrâneo. O homem?  Para o mundo ele não é ninguém, não tem importância, é insignificante.  Mas ele é um crente em Deus.  Mais do que isso, ele é um porta-voz de Adonai, um embaixador de Deus a seu povo Israel. Mas ele tem um problema--está numa "crise-da-meia-idade" na sua fé.

 

Oprofeta está cansado--cansado de sua incapacidade, cansado de anunciar julgamento contra o seu povo, cansado de clamar "Perigo"--mas ninguém escuta, ninguém responde, ninguém crê nele.  Ele está cansado, mas também está desanimado.  Ele quer transformar seu mundo, quer ter uma vida de impacto.  Entretanto, às vezes ele pensa que tem mais raiva do pecado do que o próprio Deus.  Onde está o juízo?  Onde está o julgamento contra a maldade?  Onde está Deus num mundo confuso e cheio de pecado? 

 

Agoraestamos no ano de 2009 depois de Cristo.  O lugar?  O sudeste de uma nação perto do oceano atlântico.  O povo?  Para o mundo, talvez, sejam sem importância, insignificantes.  Mas eles são crentes no Senhor Jesus.  Mais do que isso, eles são porta-vozes dEle, embaixadores de Cristo ao povo brasileiro, e ao mundo.  Eles querem ser usados para transformar e edificar o mundo.  Mas eles também têm um problema--estão em crise na sua fé.

 

Estepovo está cansado--cansado da sua incapacidade, cansado de lutar contra o mal dia e noite, cansado de se sentir derrotado.  Eles lêem os jornais.  Assistem as notícias na televisão.  Vêem o mundo por todos os lados: pessoas correndo para a destruição enquanto tapam os ouvidos.  Pessoas que vivem para o próximo prazer, a próxima bebida, o próximo carnaval.  Pessoas que fazem qualquer coisa para ganhar mais um real.  

 

Osresultados do pecado estão por todos os lados no mundo.  O crime está em todo lugar, cada dia pior.  AIDS está se espalhando pelo mundo.  Crianças inocentes são assassinadas no ventre das mães.  Os ricos estão ficando mais ricos, mas os pobres estão cada vez mais pobres.  Os jovens podem comprar drogas na escola ou na esquina.  Corrupção continua sendo a praga de todos os governos.  É difícil achar um bom casamento por causa de divórcio e infidelidade.  E qual a diferença que este povo de Deus faz?

 

Transformareste mundo?  Muitas vezes este povo quer se esconder, ou colocar sua cabeça na areia, talvez ir para uma ilha tropical--qualquer coisa para escapar da realidade de sofrimento e de pecado ao seu redor.  Ou, se eles não querem se esconder, talvez queiram chamar fogo do céu contra os que estupram crianças pequenas, ou contagiam a população com doações de sangue com AIDS.  Transformar este mundo?  Parece uma tarefa impossível.

 

Nomeio de todas estas coisas, há outra pergunta que perturba mais ainda.  Onde está Deus?  Por que Ele não faz nada?  Onde está o juízo?  Onde está o julgamento?  Onde está Deus no mundo confuso e cheio de pecado?

 

Contexto:Hoje consideramos um caso de decepção.  Na hora de maior decepção, confie no SENHOR!  O profeta Habacuque é um dos profetas menores.  Mas como vocês sabem, não é por isso um livro de menos importância.  De fato, os profetas menores são tão relevantes como o jornal da tarde.  Se isto é verdade dos profetas em geral, é mais ainda para este livro.  Parece que o profeta assistiu as notícias de ontem à noite!

 

MasHabacuque é um pouco diferente dos outros profetas.  Geralmente eles falam com o povo sobre Deus.   Mas Habacuque fala com Deus sobre o povo!  Os outros explicam o "porque" do julgamento de Deus.  Habacuque pergunta "Por quê?" Deus não julga.  O profeta queria que Deus desse um jeito no povo.  Mas Deus queria dar um jeito no profeta. 

 

Este livro inclui um eco da literatura de sabedoria do VT--Jó, Eclesiastes, Provérbios e vários salmos que lutam com as perguntas maiores da vida: "Porque o justo sofre?"  Porque operverso prospera?   Por que o mal existe?  Por que Deus não faz nada.  É um problema de "teodicéia", ou, literalmente, a questão da justiça (dikaios) de Deus (theos).  Será que Deus é justo?  Será que Ele é bom?  Será que Ele é amor?  Podemos justificar os atos de Deus neste mundo e universo caóticos? 

 

Esteé o "problema do mal": Há muitas formulações do problema, mas dois aspectos são fundamentais e clássicos, e ambos são encontrados neste livro.  A questão da presença do mal parece incompatível com a existência de Deus, pelo menos o Deus que nós cristãos adoramos.

 

1) Se Deus é soberano (onipotente), pode acabar com o mal

2) Se Deus é santo (bom), teria que acabar com o mal

3) Mas Deus não acabou com o mal

4) Portanto, Deus não é soberano, ou Ele não é santo, ou Ele não existe. 

 

Estasperguntas teológicas são altamente práticas!  É aqui que a teologia usa os mesmos chinelos que a gente.  Isso porque todos nós sofremos, e questionamos "porque?".  "Por que nasci neste lar desestruturado?" "Por que Deus me amaldiçoou com esta aparência, com este físico?" "Por que Deus não curou a minha mãe daquela doença?" "Por que eu nunca consigo pagar minha mensalidade?" "Por quê?"

 

Panorama do Livro: Nos profetas quase sempre encontramos dois temas fundamentais:  1) Condenação (do povo de Deus, em termos da aliança mosaica, e dos inimigos do povo de Israel, em termos da aliança abraâmica) 2) Consolação (na forma de julgamento contra os opressores, e pela soberana proteção e restauração do povo de Deus)

 

Nolivro de Habacuque, descobrimos os dois, mas numa forma diferente, um pouco mais sutil.  No livro de Habacuque entramos na sala do profeta, e ouvimos a sua conversa com o próprio Deus a respeito do caráter de Deus e do Seu povo.  O livro se divide da seguinte maneira: Há dois ciclos de debate, cada um contendo uma reclamação do profeta, e uma resposta de Deus.  No final do livro, capítulo 3 descobrimos a resolução das dúvidas do profeta numa belíssima oração de submissão. 

 

Vamos acompanhar, então, os dois ciclos de debate do profeta, e tentar chegar à solução do conflito conforme Deus quer.  Não vamos esgotar a pergunta sobre a presença do mal, mas vamos tentar respondê-la conforme o conselho de Deus neste pequeno livro.   No caminho vamos aprender mais uma lição sobre como depender do amor-fiel de Deus em circunstâncias difíceis, com ênfase na palavra "fiel" ou "fidelidade".

 

I. Ciclo Um: Será que Deus é Soberano? (1:1‑11)

 

            (Ler vs.1) Situação: "Sentença" = mensagem dura de suportar, pesada.

 

            A. A Pergunta:           Se Deus é SOBERANO (onipotente) por que não faz nada contra o mal?  (1:2‑4)

 

 A Situação emIsrael (Rei Manassés: 2 Cr.33:1-6, 9):  Idolatria­, imoralidade, feitiçaria, injustiça, maldade, violência)

 

Comoexplicar a inatividade de Deus perante uma sociedade corrupta?

            Deus soberano, mas indiferente?

            Deus soberano, mas insensível?

            Deus soberano, mas surdo?

 

No fundo, implícito no desafio ao caráter de Deus está a acusação de que o profeta era mais justo do que o próprio Deus.  Pelo menos tinha mais interesse em resolver os problemas do seu povo!  Implícito está a idéia: "Se eu fosse Deus o universo seria diferente."

 

            B. A Resposta(o primeira ao problema do mal): "Eu estou fazendo algo incrível" "Estou trabalhando até agora, mesmo não sendo percebido por seus olhos finitos!" (Deus há de julgar‑‑ainda não acertou as contas) (1:5‑11)   Deus há de julgar e disciplinar!

 

Paraa disciplina do povo pecaminoso de Deus, Deus havia preparado os Babilônicos (veja a descrição, vss. 6,7)

 

O probelma do profeta foi o fato de ter olhos finitos; sofria de uma miopia!   Podemos comparar o universo  a um tapete, sendo tecido por Deus.  Mas nós seres humanos só conseguimos ver o avesso --um pouco confuso, até feio.  Mas quando Deus terminar, tudo ficará no seu devido lugar.

 

            C. AplicaçãoO mundo hoje: Medo, indignação, crime, violência, roubo, Pergunta: Por que Deus não faz nada? Por que o justo sofre perante os opressores deste mundo? O exército de Cristo não é vitorioso?

 

­Ilust: Por que mulheres virgens, crentes podem ser estupradas, e depois contrair o vírus da AIDS, como no caso de uma moça amiga de uma amiga nossa?  Por que Deus permite que crianças pequenas sejam seqüestradas para aparecerem em filmes pornográficos?  Por que Deus não põe fim ao aborto, homossexualismo, pornografia, assassinatos, rebeldia, violência, alcoolismo, drogas, crime, corrupção, suborno, espiritismo, feitiçaria, seitas e abuso de crianças?

 

Onde está Deus em tudo isso?  A resposta, que recebemos pela fé, é que Ele está trabalhando--no avesso do tapete--e o julgamento certamente virá.  Ficamos desesperados? Achamos que já perdemos? Não! Deus há de julgar. O justo prosperará.   Deus está tecendo um desenho que não dá para acreditar.

 

Mas Deus usa estas experiências ruins para mais uma vez nos fazer olhar para ele.  Em desespero, talvez.  Quando mais clamamos para Deus mudar o nosso mundo, pode ser que o que Ele mais quer é nos mudar.

 

Mas esta resposta de Deus não foi suficiente para o profeta perturbado.  De fato, criou uma nova dúvida, talvez mais séria.  É o segundo ciclo de debate entre o profeta e Deus.

 

II. Ciclo Dois: Deus Santo? (1:12‑2:20)

 

            A.  Pergunta: Se Deus é santo, como pode tolerar iniqüidade no Seu Plano?  (1:12‑2:1) 

                       

1. Situação: (Ler 12, 13) O que o profeta antecipava não foi uma brincadeira.  Quando ouviu a palavra "Caldeus" imagino que sentiu um frio na barriga.  Julgamento debaixo da mão de ferro e cruel dos caldeus (babilônicos) significava sofrer as maiores barbaridades.  Significaria, de fato, para o povo de Deus um SITIO de 18 meses, em que ninguém entrava ou saia da cidade!  Foi exatamente este tipo de julgamento que Deus advertia na aliança (Dt. 28:56,57) e pelos outros profetas.  E sabemos das implicações deste castigo e invasão dos caldeus para o povo de Deus (Jr.52:5,6 Lm. 2:1­1,12,4:9,10)

 

O povo teria que cozinhar seus cintos, ou talvez fazer sopa de sapato, para sobreviver.  Alguns comeriam seus próprios filhos, e até mesmo a placenta depois de um parto.  O sítio foi uma situação horrível.  E Habacuque reconheceu o fato de que seu povo sofreria todas estas injustiças debaixo de um povo 30 vezes mais pecaminoso, mais cruel, mais idólatra, mais imoral do que ele mesmo.  E isso foi demais para o profeta.

 

            B. A Resposta: "MEU PLANO AINDA NAO TERMINOU! (2:12-20): Espere!

 

Deus responde pronunciando 5 "Ais" contra Babilônia--o símbolo dos inimigos de Israel no mundo.  Isso certamente traria con­solação ao povo, como, por exemplo, em outros livros de julgamento contra os inimigos de Israel (cp.Obadias, Naum)  O problema com a formulação normal do problema do mal reside na questão de tempo.  Deus VAI acertar as contas, mas ainda não o fez!

 

Aquinós entendemos uma distinção muito importante, entre castigo e disciplina.  Quanto ao povo de Judá, Deus o estava disciplinando, como um pai disciplina seus filhos.  Depois, veio o abraço de consolação.  Mas para os Babilônicos, não houve a esperança de um abraço.  Não eram filhos, mas instrumentos.  Babilônia foi como uma vara na mão de Deus.  Mas depois de ser usada para corrigir o povo de Deus, a vara foi quebrada e jogada fora.  O profeta ainda não viu o plano soberano de Deus!  Ainda enxergava só o avesso do tapete.

                       

            C. Aplicação:Certamente todos passamos por "Crises de fé", em que ficamos decepcionados com o próprio Deus.  Às vezes a nossa decepção nos leva a questionar e duvidar da bondade, santidade, e soberania de Deus.  Observem bem: O texto nunca critica a expressão de dúvidas honestas, especialmente quando o profeta (ou os salmistas, nos salmos de lamentação) expressa-as com o intuito de resolvê-las com humildade, esperança e fé (2:1, 20).  Habacuque aqui está buscando entender e conhecer os caminhos de Deus; ele não está desafiando a Deus.

 

Posso imaginar algumas circunstâncias que nos levam a ciclos de debate como no caso de Habacuque.  São ocasiões em que nós agimos como se fôssemos mais santos que o próprio Deus.  Pensamos que seria tão fácil para Deus "dar um jeito" e resolver a situação.  Por que não?

            "Por que Deus não salva meu pai?  Ele não disse que Sua vontade é que TODOS sejam salvos?  Por que a demora?

            "Por que Deus me fez tão feia?  Nunca vou conseguir um marido, e ficarei sozinha para o resto da minha vida.  Deus sabe o quanto eu preciso--Ele não se importa comigo?

            "Por que Deus não tira este espinho na minha carne? Não aquento mais esta dor!"

            "Por que Deus não tira aquele pastor que está acabando com o rebanho? Será que não sabe o tipo de pessoa que é?"

 

Talvez nunca expressaríamos estas dúvidas em voz alta ou desta maneira.  Também não é necessariamente errado levar as nossas dúvidas perante Deus.  Mas quando nosso espírito é mais de reclamação do que de investigação, então chegamos a questionar a bondade e soberania de Deus.  Acabamos sendo "ateus" talvez não em palavra, mas sim, na prática.

 

Como devemos responder perante tais desafios?  Já temos visto os dois ciclos de debate--as perguntas do profeta e as respostas de Deus.  Agora chegamos à conclusão--a belíssima oração de submissão do profeta.

 

III. Conclusão do Debate: Oração de Submissão(3:1‑19)

 

2:20  No final do segundo debate, em 2:20, o profeta já chega a uma solução.  Não é uma solução de todos os seus problemas--seu povo ainda seria destruído pelo exército cruel da Babilônia.  Sem dúvida ainda houve muito que o profeta não entendia.  Mas as 2 dúvidas principais sobre a Pessoa de Deus foram resolvidas.  Ele reconhece, pelo menos implicitamente, a santidade de Deus, e também sua soberania.  O Senhor habita no lugar "santo", porque Ele é santo, e o que Ele faz é santo, mesmo que não entendamos.  Toda a terra cale-se diante dele, no reconhecimento da Sua soberania e poder.  Não se fala nada perante a Pessoa que tem a Palavra final!

            "O sempre presente "por que" é mais bem respondido com o eterno "Quem" (Blue)

            "Estar debaixo do Senhor é estar sobre as circunstanc­ias" (Blue)

 

Perante isso Habacuque só tem uma resposta, a mesma resposta que encontramos na outra literatura de sabedoria (Jó)‑‑adoração e submissão!   Esta é a solução do conflito entre o profeta e Deus.

 

Capítulo 3do livro é uma oração em que o profeta expressa sua confiança em Deus, na sua santidade e misericórdia, e na Sua soberania.  É a declaração de fé do profeta.  Tomara que seja nossa também.

 

A oraçãocomeça com uma declaração de confiança na Pessoa de Deus, justamente nas áreas onde anteriormente ele havia manifestado suas dúvidas!  No vs. 2 ele termina dizendo, "na tua ira, lembra-te da misericórdia".  No início do livro, ele desafiava a ira  de Deus contra o pecado!  No segundo ciclo de debate, ele questionava a santidade e bondade do Senhor, que usou aquele país tão cruel como sua vara.  Mas aqui, na oração, ele apela justamente para estes dois atributos de Deus.  Algo mudou no profeta!  Está aprendendo a viver pela fé e não por vista.

 

Logo em seguida, nos vss. 3-16 o profeta recebe uma visão de Deus, em forma de uma teofania, que chama muita atenção para a soberania de Deus.  Lembra-nos dos grandes atos de Deus em  Êxodo, no deserto, na conquista, uma época em que o povo de Deus também sofria muito, e questionava o próprio Deus, mas em que Deus atuou de forma maravilhosa.    Porém, o ponto alto da oração de submissão está no seu clímax, que de fato é um dos pontos altos da fé de toda a Bíblia.  Mas antes de chegar a este ponto, precisamos ver mais um ponto alto no livro, aquele versículo que pulamos antes, e que o NT cita em não menos de 3 vezes: 2:4 "O justo viverá pela sua fé"

 

No contexto, o versículo nos dá uma resposta ao problema do mal. Uma das armas que Deus usa contra o mal é a própria vida de fé dos crentes!  Nós combatemos o mal pelas nossas vidas retas, justas e fiéis!  O justo (crente) se estabelece através de sua vida de fidelidade (firmeza, perseverança).  Ele não vacila nas tempestades.  Quanto mais vento, mais agarramos no Senhor!

 

Mas o versículo expressa mais que isso.  Mostra a necessidade de um homem viver sua vida não advinhando os propósitos de Deus neste mundo, mas descansando no Seu caráter já provado.  Deus É bom.  Ele É santo.  Ele É justo, e soberano, e Ele mostra Seu amor-fiel.  Baseado nisso, podemos viver uma vida de fé e fidelidade, e não por vista.  Podemos viver acima das circunstâncias, sem ter todas as respostas, porque Deus é suficiente para nós.  Podemos descansar sabendo que Deus acerterá todas as injustiças.

 

Viver não por vista, mas pelas coisas invisíveis, é O DESAFIO da vida cristã.  Seria bom lembrarmos alguns outros versículos que expressam esta idéia:

 

            Hb.11:1           Rm.8:18          2 Co.4:17,18

 

Comeste pano de fundo em mente, podemos "por os pés no chão" e ler cp. 3:16-19.  Aqui descobrimos as implicações reais desta vida de fé.  O que Habacuque descreve são as realidades de um sítio contra seu povo, a destruição total de tudo que valorizava.  Mas não importava.  Porque o profeta já aprendeu a viver não pelas coisas, mas pela fé; não por vista, mas pelas invisíveis; não pelas circunstâncias, mas pela suficiência de Deus.  Deus era tudo para ele.  Podia descansar na sua bondade, soberania, santidade, e, sim, amor-fiel.

 

Ler: 3:16‑19

 

Comesta declaração o livro termina.  O livro que começou com desafio, termina com dependência;  começou com frustração, terminou com fé;  começou com reclamação, terminou com solução das suas dúvidas.

 

Aplicação:      

1) Expressar suas dúvidas a Deus, mas resolver suas dúvidas em Deus

2) Examinar se estou tentando manipular Deus nas orações; será que Ele está mais interessado em ME transformar, do que em transformar as minhas circunstâncias

3) Viver uma vida que enfrenta e combate as forças do inimigo (do mal) através de uma vida santa, reta, e fiel

4) Viver com confiança no caráter de um Deus bom, santo, e soberano, e não pelas circunstâncias ao meu redor.

5) Em meio às dificuldades, espere e confie no Senhor!                 

 

Conclusão  Será que você está frustrado com a cena da peça em que está agora?  Decepcionado com Deus e com suas circunstâncias?  Você tem duvidado do amor-fiel de Deus na sua vida?  Deus está trabalhando na sua vida, embora talvez atrás da cortina. . . O trabalho dEle não terminou ainda!  Este mundo não é nossa casa, nosso lar!  Mas temos que viver esta realidade pela fé.

 

Deusé tão REAL na minha vida que eu posso viver pela fé, ainda que tudo falte?  Posso viver não pelas circunstâncias, não pelas vistas, mas pela dependência total nEle?   Deus é suficiente?  É tudo para mim?

 

Idéia: Ainda que tudo falte, confie no Senhor!  Ou talvez em outras palavras,

                        "Na hora de maior decepção, confie no Senhor."