59- Igrejas Saudáveis (Fevereiro 2005)

IGREJAS SAUDÁVEIS

Igreja não é um sucesso porque tudo está dando certinho, mas porque as pessoas se amam. Uma vez que a igreja é feita de pessoas que foram regeneradas por Deus e que estão num processo de aperfeiçoamento do seu caráter, se tudo está dando certinho, este aperfeiçoamento não está ocorrendo. Quando tudo está dando certinho é porque nossa humanidade está sendo contida e nossa transformação, de glória em glória, na imagem de Cristo não está ocorrendo.

 

Não quero dizer que não almejamos que as coisas dêem certo na igreja. Se a igreja funciona correta e equilibradamente, ela cresce saudável. Mas esse é um grande se. Se você sair pelo Brasil, conhecendo igrejas, verá notável diferença entre igrejas que estão vivendo seus propósitos e prosperando - evangelizando, preparando crentes firmes, pondo seus braços ao redor dos pobres, reedificando vidas destruídas - e aquelas que parecem estar à beira da falência, experimentando ações vazias que parecem não fazer diferença.

Então, o que torna uma igreja de fato saudável? A resposta é o equilíbrio

 

Crescendo ou falindo? O que faz a diferença? O que, humanamente falando, as igrejas saudáveis possuem em comum? É a localização? Especialistas no crescimento de igrejas declaram que a localização é crucial, mas conheço diversas igrejas prósperas nos lugares mais inóspitos. Semelhantemente, há igrejas com um bom número de membros, financeiramente saudáveis, bem localizadas, mas falidas no amor, na comunhão verdadeira, e na fé.

 

Talvez a denominação seja o fator determinante, você pode pensar. Talvez possa descobrir uma denominação específica que possua o monopólio do sucesso. Mas tenho visto igrejas Luteranas, Batistas, Metodistas, Cristãs Evangélicas, adenominacionais, interdenominacionais, não importa. Em todas as denominações, e além delas, vamos encontrar igrejas vencedoras. Se não se trata da localização ou da denominação, talvez as instalações ideais sejam a chaves do sucesso. Mais uma vez, certamente que não. Em garagens, cinemas, hotéis, subsolos - nas mais inconcebíveis e inadequadas instalações - há igrejas maravilhosamente bem sucedidas.

 

Pode ser que eu tenha negligenciado algum fator óbvio. Talvez a chave para igrejas bem-sucedidas seja uma magnífica pregação. Mas não. Embora várias igrejas, que têm seu enfoque principal na pregação, consigam atrair multidões, seu impacto na comunidade é freqüentemente insignificante. A igreja fica lotada por duas horas no domingo, mas vazia durante a semana. "Apreciadores" de bons sermões tendem a ficar em seus confortáveis assentos, crescendo cada vez mais em conhecimento enquanto se envolvem cada vez menos com as pessoas que os cercam. O corpo é alimentado e saciado em um ambiente de ensino coletivo, mas isso é tudo o que acontece.

A Igreja será tão espiritual, tão amorosa, tão envolvida com o reino de Deus como cada um de nós o for. Como você for. É fácil criticar. Aliás, criticar é a coisa mais fácil do mundo. Não requer talento, inteligência ou caráter. Só má vontade.

 

Tudo isso a que me referi é indispensável, mas no meu entender a diferença está aqui: um povo ativo no ministério, conduzida por um grupo de irmãos que, de forma humilde e devotada fornecem a visão, a estratégia, às ferramentas e a inspiração que possibilitam toda a congregação a frutificar abundantemente.

 

Pr Silas Arbolato da Cunha

Fevereiro/2005