45- O Dia das Coisas Pequenas (Novembro 2004)

O DIA DAS COISAS PEQUENAS

Ora, quem despreza o dia das coisas pequenas?” (Zc 4.10)

“O dia das coisas pequenas” citado por Zacarias foi o lançamento da pedra fundamental do novo templo de Jerusalém. Era pequeno, e muitos choraram frustrados (Ed 3.12). Era insignificante, em relação ao templo de Salomão: “Quem de vocês viu este templo em seu primeiro esplendor? Comparado a ele, não é como nada o que vocês vêem agora?” (Ag 2.3).

O primeiro templo foi construído com os muitos recursos da época de Salomão. O segundo, com a limitação econômica de um grupo de ex-escravos, sob a vigilância do dominador. É óbvio que foi muito inferior. Mas disse o profeta Ageu que o segundo templo seria mais glorioso que o primeiro: “A glória deste novo templo será maior do que a do antigo", diz o SENHOR dos Exércitos. “E neste lugar estabelecerei a paz, declara o SENHOR dos Exércitos” (Ag 2.9). No segundo templo, remodelado e embelezado por Herodes, entrou Jesus, o Príncipe da Paz. Isto o tornou superior ao primeiro. Sua glória não foi brilho material, mas a entrada de Jesus por suas portas.

Olhando para o quadro na parede do lado esquerdo do templo, ocorreu-me o pensamento de que esta foi uma igrejinha.

 

O esplendor de um templo não é sua imponência arquitetônica, mas a presença de Jesus Cristo. Não nos fiemos em seu esplendor material. A glória de qualquer templo é Jesus Cristo. Todos os momentos de glória que a igreja passou foram momentos de glória espiritual por causa da presença de Cristo no meio do seu povo. Há igrejas que se reúnem embaixo de árvores, em coberturas de sapé ou outro capim parecido. Há igrejas se reunindo em escolas, em saguões de hotel, em casas, em garagens. O brilho da ICEJM não pode estar na beleza do seu templo (aliás, em termos de arquitetura, há outros mais bonitos – sem qualquer menosprezo ao nosso), nem na presença de seu pastor, seu coral, a posição social de seus membros, ou pelo bairro onde se localiza. Virá pelo quanto Jesus Cristo brilhar em sua vida, for exaltado em seus cultos, pregado pelo seu testemunho. A glória de uma igreja não são sinais e maravilhas ou discursos teológicos. É Jesus Cristo. Pode ter todas as demais questões, mas faltando Jesus, tudo será inútil.

 

Se a igreja tem Jesus no centro ela ama, tem paz, serve, tem objetivos comuns, ela adora com espontaneidade, as pessoas são valorizadas, mais do que as estruturas, A igreja local é a expressão visível da Igreja invisível. Lugar onde todos devem ser amados e respeitados. Ser membro de uma é assumir compromisso com Deus e com os valores do evangelho. É querer honrar a Jesus. O que mostra que alguém é cristão de verdade é ter o caráter de Cristo em sua vida. Precisamos ser família de fato ao invés de apenas dizer que somos.

 

A igreja precisa de todos. De suas orações, de sua colaboração, de seu apoio, de sua contribuição, de seu encorajamento, de seu amor. Não fique de fora. A Igreja vive um desafio vultoso que Deus coloca diante de nós: manter os rumos doutrinário, ético e ministerial.

 

A Igreja existe por causa de Jesus, para Jesus, e depende de Jesus. Seja ele seu valor maior, pois ele “é imagem do Deus invisível” (Cl 1.15). “Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém” (Rm 11.36).

 

Seu irmão em Cristo,

 

Pr Silas Arbolato da Cunha

Novembro/2004