25 - Amor Jamais Acaba (1 Co 13)

Amor Jamais Acaba(1 Coríntios 12.31-13.13)

 Se existe um tema que caracteriza a cultura popular dos nossos dias, é o amor.  Mas como já vimos em tantas outras áreas, é uma perversão diabólica do amor verdadeiro.  O nosso inimigo transformou o amor bíblico, cristão, num monstro desfigurado, deformado, perverso e corrupo.

 É isso que caracteriza a maior parte das novelas populares—“amor” a primeira vista, “amor” sensual, “amor” traçoeiro.   

Superstar (Leon Russell and Bonnie Bramlett)Muito tempo atrás, e muito longe daqui, eu me apaixonei por você,antes do segundo “show”Seu violão, soa tão doce e claroMas você não está aqui de fato,É somente o rádio. 

Não se lembra que disse que me amava, baby,Disse que estaria de volta, talvez,Baby, baby, baby, baby, ó baby,Eu te amo, Realmente te amo. 

A música popular, a literatura (ficção) dita as normas de atração entre os sexos, a paixão, o eroticismo, sentimentalismo, tudo em nome de amor.  Mas não passa de egoísmo puro!  Eu amo você porque você me estimula, você me atrai, você me faz sentir bem, você eleva minha fama, você supre minhas necessidades.  Eu não amo a você, eu ME amo!  Quando dizemos “Te amo” muitas vezes queremos dizer,  “Eu me amo, e quero você.” 

O texto de hoje entra em conflito com esses conceitos culturais de “amor”.  O amor cristão é totalmente contra-cultura!  É um amor altruista, não egoísta.  Um amor que procura dar, não receber.  Um amor que sacrifica, não explora.  Um amor que revela a vida de Cristo em nós, uma vida que não procura ser servido, mas servir! 

Infelizmente, o poema sobre amor em 1 Co 13 tem sido interpretado e usado fora do seu contexto muitas vezes.  De fato, serve muito bem como descrição do amor bíblico num casamento, ou como descrição de amizade verdadeira, ou até mesmo como descrição dos atributos de Deus (podemos substituir palavras como “o marido”, “o amigo”, ou “Jesus” nos vss. 4-7 com muito proveito.) 

Mas Paulo ainda está falando sobre dons espirituais e seu valor relativo na igreja.  Seu ponto é muito claro nos cps. 12 a 14 . . .  dons espirituais são importantes, mas não são tudo.  De fato, TODOS os dons são limitados, e um dia cessarão.  Mas existe algo muito maior que os dons em si, algo que regula e dita as normas sob quais os dons operam—o amor.  Se os irmão deviam estar procurando os dons que mais diretamente contribuiam para edificação da igreja, existia um “dom de Deus” garantido de fazer isso—o amor!  Mesmo se a pessoa não conseque “descobrir” seu dom espiritual, pode praticar o dom de amor, e assim edificar a igreja. 

Amor é um termo que virou chavão na igreja e paixão no mundo.  Mas nem a igreja, muito menos o mundo, compreende o verdadeiro amor.  Por isso temos 1 Coríntios 13.  Os Coríntios tinham todos os dons.  Tinham uma doutrina razoavelmente boa.  Mas faltava-lhes o amor.  É mais fácil ser ortodoxo do que amoroso (MacArthur).  É mais fácil ser ativo na igreja do que mostrar amor. 

No final do cp. 12, Paulo faz uma declaração que pode ser interpretada como ordem ou afirmação:

            “Vocês procuram os melhores dons” ou

            “Procurem (vocês) os melhores dons”No contexto, parece melhor entender a frase como uma afirmação do que os coríntios estavam fazendo—correndo atrás de dons, procurando preeminência, fama, estatus—mas esquecendo do amor.  Por isso Paulo diz, “Eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente.” Esse caminho é o caminho do amor. 

Vamos encontrar 3 “estrofes” nesse hino de amor, 3 exaltações sublimes das qualidades desejáveis do amor, ou seja, da vida de Cristo em nós:A Prioridade do Amor (sobre os dons) (1-3)As Perfeições do Amor (4-7)A Permanência do Amor (8-13)  

I.  A Prioridade do Amor (1-3) O poema ou hino começa com uma estrofe que faz ponte com a discussão sobre dons espirituais.  O caminho sobremodo excelente é o caminho do amor. 

A palavra “amor” usado em 1 Co 13, “agape”, foi um termo raro no mundo antigo.  Descrevia um tipo de amor altruista, outro-cêntrico, e não explorador, apaixonado, interesseiro.  Outras palavras eram muito mais comuns, e descreviam paixão romântica (eros), afinidade (filos), etc.  Mas “agape” é um termo essencialmente cristão, pois resume a essência da vida cristã.  A vida cristã é uma vida de amor, uma vida que genuinamente procura o bem de outros acima de nosso.  Afinal de contas, é a vida de CRISTO em nós, e a vida dEle foi uma vida que não veio para ser servido, mas para servir, e para dar sua vida em resgate por muitos (Mc 10.45).  Então sugere-se uma ótima prova da autenticidade da nossa vida cristã: A vida de Jesus está sendo manifestada através de mim?  Minha vida realmente exala o bom perfume de Cristo—uma vida não centralizada em mim mesmo, meus desejos, meu progresso, meu sucesso, minha fama? 

Esse foi o problema na Igreja de Corinto!  Estavam tão cheios de si mesmos, de seus dons, da sua posição, do reconhecimento de outros, dos seus direitos, da sua liberdade, que pouco se interessavam com o bem-estar dos outros.  E Paulo diz, “Chega!” Ele oferece o que para muitos é a mais sublime descrição de amor em toda a literatura do mundo.  Cabe a nós hoje examinarmos a nós mesmos para descobrimos até que ponto temos nos desviado do nosso norte—o amor de Cristo—em nossa vida cristã. 

Esse texto é muito fácil de entender, mas extremamente difícil de aplicar.  Vai contra todas as tendências do coração e da natureza humana!  Será muito doloroso reconhecer o quanto ficamos aquém desse padrão divino da vida de Cristo em nós.  Mas não entre em desespero, a não ser um desespero que nos leva a maior humildade, maior dependência de Jesus.  Só Ele pode viver essa vida através de nós! 

Esses são entre os versículos mais lindos em toda a Bíblia.  Infelizmente, muito debate tem focalizado a identificação das “línguas dos anjos”, perdendo assim o foco do texto, que é simples:

            Dons espirituais exercitado sem amor é um grande zero espritual.Em outras palavras, não importa quantos dons você tem; não importa quantas atividades você faz, quanto sacrifício em nome de Jesus; quantas mensagens você prega, aulas você dá, horas você gasta na cantina, no estacionamento ou na OANSE: se fizer tudo isso para ser visto pelos homens, para edificar a si mesmo, e não pelo amor, não é absolutamente nada. 

Paulo faz questão de destacar o exercício de 5 dons espirituais nesses versículos, em que ele emprega uma figura de linguagem conhecida como “hiperbole”, ou seja, um exagero para produzir um efeito de choque.  No vs. 1 ele fala do dom tão badalado pelos coríntios, o dom de línguas, e o reduz a nada, quando praticado sem amor (como no caso deles).  No vs. 2 ele fala de profecia, conhecimento e fé, e faz o mesmo ponto.  Finalmente, no vs. 3 ele declara que, mesmo tendo o maior dom de contribuição, ao ponto de entregar, pouco a pouco, tudo que tem, sem amor, seria um zero esquerdo.  Finalmente, declara que até mesmo o último sacrifício, o martírio, dando seu corpo para ser queimado, se não for feito por amor (mas, sim, por fins egoístas) não tem mérito nenhum diante de Deus. 

Note o hiperbole em cada versículo, junto com o efeito.  Paulo sugere o MÁXIMO de cada dom ou serviço, para enfatizar a prioridade do amor: em cada caso, o “dom” ou serviço é exagerado até o máximo, para ilustrar que não importa o que você faz ou quanto você faz, se não for feito em amor, nada vale. 

Dom ou Serviço Máximo, sem AmorResultado
Falar línguas dos homens e dos anjosSerei como bronze que soa, címbalo que retine
Dom de profetizar e conhecer TODOS os mistérios e TODA a ciênciaFé ao ponto de transportar montesNada serei
Distribuir TODOS os bensEntregar o corpo para ser queimadoNada disso me aproveitará

O texto pressupõe línguas conhecidas; não há evidência nenhuma nas Escrituras de que os anjos falem línguas ecstáticas, desconhecidas.  O resultado seria muito “barulho” mas sem proveito nenhum, assim como caracterizava os cultos pagãos, em que esses instrumentos faziam parte de adoração aos deuses, mas num caos e podridão espiritual. 

Creio que haverá muitas surpresas no dia de premiação dos cristãos no céu.  Quando nossas obras são passadas pela fornalha, creio que muito que temos feito “para o Senhor” será queimado como tanta palha.  Isso porque, muitas vezes, exercemos nossos dons, fazemos nosso serviço, não pela força de Cristo, não para a glória de Jesus, não para ajudar o irmão, mas para ser visto pelos homens, para ter o reconhecimento de pessoas, para ser aplaudido, etc. 

É justamente isso que caracteriza o “sacrifício” ou até mesmo o martírio de muitas religiões do mundo:  pessoas se matando, mas porque?  Para receber a garantia de entrada no céu e um harem de 30 mulheres à sua disposição, no caso dos muçulmanos.  Para ser contado entre os 144.000, no caso dos Testemunhas de Jeová.  Para ____________ entre os mórmons.  Para mostrar suas boas obras, no caso dos católicos.  Mas para o verdadeiro cristão, não fazemos boas obras para sermos vistos pelos homens, para ganhar alguma coisa (mesmo o amor e a aceitação de Deus, como um “bom crente”).  Não ministramos para ser visto pelos pastores, ou reconhecido pelos outros, mas por amor a Cristo, pelo que Ele já fez por nós!  MUITOS estão construindo sua vida cristão sobre um alicerce totalmente errado!  O único alicerce é o amor de Cristo derramado em nossos corações, e através de nós para outros.  O resto é resto. Será queimado.  A motivação foi falsa. 

II.  As Perfeições do AmorPrisma que separa a luz em suas cores individuais . . . Facetas de um brilhante . . . 15 facetas, cada uma contribuindo cor, brilho, ángulo diferente. 

Cautela: Ao interpretarmos a parte central desse capítulo, que é a descrição sublime do amor cristão, corremos um risco muito grande de dissecá-lo de tal forma que o matamos, assim como o menino que decidiu descobrir como o sapo “funciona”.  Se tirarmos todas as partes de uma flor, não temos mais uma flor!  Ao dissecá-lo, ele parou de funcionar.  Temos essa tendência de analisar e analisar tanto no nosso estudo bíblico que perdemos a beleza da imagem. 

Encontramos aqui 15 descrições do amor, depois que Paulo alistou 13 dons espirituais diferentes no cp. 12.  São 2 descrições positivas, seguidas por 8 descrições negativas, terminando com mais 5 descrições positivas.Embora nossa Bíblia traduz cada descrição com o verbo “é” seguido por um adjetivo, de fato, todas as descrições são verbos puros, ou seja, ativos.  O amor bíblico não é mero sentimentalismo.  O amor bíblico AGE, é pró-ativo, não somente reativo.Será que existe um denominador comum nos itens da lista?  Creio que sim.  Podemos resumir assim: O amor bíblico (a vida de Cristo em nós) procura o bem-estar do outro acima de si mesmo!Finalmente, devemos notar que essas descrições do amor teriam uma aplicação muito especial para a Igreja de Corinto, e toda igreja local como ela, caracterizada por disputas por direitos e liberdade e egoísmo desenfreado.   

Característica de AmorProblemas em Corinto
Não arde em ciúmes; não se ufana; não se ensoberbece;Partidarismo na igreja (cps. 1-4)
Benigno (mas não mole); não se ufana; não se ensoberbece; não se alegra com a injustiça (o mal)Tolerância de pecado na igreja (cp. 5)
Não procura os seus interesses; não se exaspera (não é facilmente provocado); não se ressente do mal (não faz listas de ofensas); tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suportaLitígio entre membros da igreja diante da sociedade (cp. 6)
Não se conduz inconvenientemente; não se alegra com a injustiçaImoralidade (cp. 6)
Benigno; não procura os seus interesses; tudo suporta (persevera)Abuso de liberdade cristã (8-10)
Paciente (sofre muito); não se ufana, não se ensoberbece; não arde em ciúmes; não se conduz inconvenientemente; tudoAbusos da Festa Agape e Ceia do Senhor (cp. 11)
Não se ufana; não se ensoberbece; Não procura os seus interesses;Abuso dos dons espirituais

 Ao estudar cada descrição, gostaria que pensássemos sobre as pessoas ao nosso redor.

            Familiares (maridos e esposas, coloque seu nome aqui)

            Pai idoso

            Irmãos (características que descrevem seu relacionamento?)

            Vizinho ou colega que irrita

            Inimigos ou pessoas que nos irritam demais (1 Jo 2.7-11;   não amar ao irmão . . . Jesus (Mt 5.43-48): amar ao inimigo 

1.  Paciente—“longânimo” ou “sofre longamente”, em outras palavras, aguenta irritações, frustrações, desapontamentos.  A pessoa que não se vinga, não exerce seus “direitos”.  (Jesus: Pai, perdoa-os . . .”)(Ateu que desafiava Deus a matá-lo pelas suas blasfêmias dentro de 5 minutos . . . será que o eterno Deus de amor e graça pode ter sua paciência esgotada em 5 minutos?”) 

2.  Benigno— (bondoso NVI).  A palavra soa como o nome de Cristo (cristos vs. crestos ou cresteuetai). . . o amor trata os outros de forma suave (Mt 11.30—o jugo de Jesus) e não duro.  Trata os funcionários assim. Trata pessoas mais simples assim.  Trata sua família assim! 

3.  Não arde em ciúmes— (não inveja NVI).  A inveja tem duas formas: desejo de ter o que o outro tem ou, pior, desejo que o outro não tem o que tem.  O amor não faz comparações com outros e fica zangado pela injustiça da vida.   (Ensinar nossos filhos a ficarem alegres quando algo bom acontece)(Eva com Deus, Caim com Abel) 

4.  Não se ufana— (não se vangloria NVI).  O amor não fala de si mesmo.  Não se gaba de suas próprias realizações antes de interessar-se nos feitos do outro.  Não é convencido. (Provérbios: Que o outro te louve, e não a te mesmo) 

5.  Não se ensoberbece— (não se orgulha (NVI).  A idéia é de ficar cheio de si, com peito estufado.  Inchado consigo mesmo.  “Arrogância tem uma cabeça grande . . . amor tem um grande coração” (MacArthur) 

6.  Não se conduz inconvenientemente— (não maltrata).  Não trata outras pessoas de forma vulgar.  Não é rude, com péssimas maneiras.  (Boas maneiras não são simplesmente regras sociais para o elite; tentam expressar o princípio cristão da preciosidade de outros . . . não faço aquilo que menospreza, desconsidera ou chateia ao outro.  Aplicação no trânsito, na mesa, na fila, na conversa, etc.) 

7.  Não procura os seus interesses.  Esse é o resumo de todas as características, e está no centro da lista.  Alguém comentou, “Cure o egoísmo, e você re-plantou o Jardim do Eden.” 

8.  Não se exaspera— (não se ira facilmente).  Essa é a característica própria para pais e pessoas que precisam lidar com pessoas problemáticas.  A palavra significa “não provocado facilmente”. 

9.  Não se ressente do mal— (não guarda rancor).  Significa, “Não faz listas de ofensas”. 

10. Não se alegra com a injustiça.  O amor verdadeiro é puro, não sujo.  Não se desenvolve baseado em imoralidade, desonestidade.  Nosso mundo: fascinação com notícias ruins!  Fofoca, “Cidade Alerta”, novelas, etc.   Apetite pelo mal. 

11. Regojiza-se com a verdade.  Pelo contrário, baseia-se na verdade de Deus. 

12. Tudo sofre.  O amor suporta aflição, injustiça, menosprezo.  Protege, não expõe, o amado.  Não tem prazer em mostrar seus defeitos.  Rápido para cobrir os defeitos.  (Maridos e esposas?) 

13. Tudo crê.  O amor não pensa mal sobre o outro, mas bem.  Não fica cheio de suspeitas. 

14. Tudo espera.  O amor é otimista, e mesmo que sua fé não seja retribuida, continua esperando que “no fim, tudo dará certo”. 

15. Tudo suporta.  A lista termina como começou.  O amor é paciente!  Fica debaixo de dificuldades por amor ao amado.             *Em mim mesmo, esse amor é impossível!            *Só Jesus pode amar desse jeito. 

III.  A Permanência do Amor (8-13) A última estrofe desse hino de louvor ao amor descreve a permanência do amor em contraste com os dons espirituais.  Esses desaprecerão (8-10)!  Por isso, vamos fazer investimentos sadios e sábios naquilo que é permanente! 

Exercício físico, vs. piedade.  Ambos são importantes, mas o mais importante é a piedade.             O Amor Permanece quando Dons Desaparecem (8-12) 

Os coríntios estavam criando grandes casos por causa dos dons, mas tudo por nada!  Os dons iriam desaparecer, mais cedo (no casa de línguas) ou mais tarde (no caso de profecia e conhecimento).  No fim, não haverá mais necessidade de dons espirituais para construir o corpo de Cristo, pois o Corpo será construído e perfeitamente habilitado!  Os dons fazem parte do período de criancice da igreja—o período em que a igreja está crescendo.  Os dons ajudam no crescimento.  Mas o amor será uma característica do céu, da juventude e da vida adulto!  Um dia, o amor reinará.  Um dia, seremos como Cristo, e viveremos para todo sempre amando e sendo amados.  Os dons são importantes, mas o amor é supremo, pois permanecerá. 

Alguns usam esses versículos para prova que os dons espirituais continuam ou cessaram, mas esse não é o ponto do texto.  Baseado nesses versículos, o máximos que podemos dizer é que todos os dons acabarão algum dia, quando o “perfeito” chegar. 

O que é o “perfeito” (10)?  Alguns dizem que é o NT completo, mas parece muito estranho nesse contexto.  Outros dizem que é uma igreja madura, mas quando é que a igreja finalmente ficará totalmente madura, ao ponto de não precisar de dons?  A melhor opção parece ser a Segunda Vinda de Cristo, ou seja, a sequência de eventos que inclui o arrebatamento, Segunda Vinda, Milênio e estado eterno.  No texto, é então que veremos perfeitamente e não num espelho (os espelhos daquela época eram de bronze polido . . . muito obscuros).  Naquele a igreja será perfeita (ou madura), nós seremos maduros, não precisaremos mais dos dons, e veremos e conheceremos como somos vistos e conhecidos.

             O Amor Permanece quando Fé e Esperança se tornam supérfluos (13) 

Se amor é mais importante que profecia, línguas ou conhecimento, também é o mais importante de fé e esperança.  Quando vier o perfeito, não precisaremos mais de fé (pois fé se tornará vista) nem de esperança (pois aquilo que se vê não mais se espera!).  Mas amor—o interesse genuino no outro acima de si mesmo—continuará por toda a eternidade.  Será a característica da eternidade!  Por isso, devemos nos preocupar mais com o amor do que os dons espirituais.  Os dons devem ser exercidos em amor, não interesse próprio, exploração, etc. 

Amor é a maior força do cristianismo, uma força que vence o mundo.  O amor é a verdadeira marca de grife do cristão, pois é a marca de Cristo em nós, a esperança da glória!