30 - Investimento Eterno (1 Co 16)

Investimentos Eternos

1 Co. 16.1-24

Pr. Davi Merkh 

Que tipo de investimento você gosta de fazer? 

Quando era criança, fiquei empolgado com a possibilidade de “dinheiro fácil”.  Foi a época em que descobri jogos de azar, e por ser um menino muito esperto, pensei, “Deixe comigo!  Vou ficar rico em tempo recorde!”  Pensando que eu era muita coisa, pensei que nada melhor do que começar em casa, dando um “arrastão” no meu pai.  Na época eu tinha um brinquedo que foi uma espécie de “corrida de tartarugas”.  Eu era muito bom naquele jogo, e ganhava de todos os meus amigos.  Um belo dia desafiei o meu pai a um jogo.  Ganhei fácil.  Desafiei-o de novo.  Ganhei de novo.  Foi então que dei o primeiro golpe.  “Pai, o senhor quer apostar um dólar na próxima corrida?” Ele topou.  Ganhei um dólar.  “Que tal cinco dólares?”  Ganhei cinco dólares.  Agora foi prato cheio para mim.  Só que, quando chegamos em quinhentos dólares, perdi.  Tentei mil.  Perdi de novo.  Dez mil.  Agora eu estava suando.  No fim, apostei um milhão de dólares, pensando que não teria que trabalhar para o resto da minha vida.  O velho me detonou.  Até hoje, eu devo um milhão de dólares para ele. 

De jogos de azar, amadureci para investimentos mais seguros. Colecionava moedas antigas americanas como criança, colocando toda a minha mesada, todo o dinheiro que ganhava nisso.  Foi legal.  Ainda tenho aquela coleção guardada nos EUA.  Mas cada vez que eu volto lá, percebo que algumas das moedas mais raras, mais especiais, tem cada vez mais manchas e ferrugem.  Estão perdendo valor. 

Certa feita um cunhado, que era piloto de uma firma que estava crescendo muito, nos avisou de que a companhia iria lançar ações publicamente.  O velho apostador em mim não resistiu.  Nos próximos anos, perdeu 2/3 do seu valor inicial. 

No plano Collor perdemos todo o dinheiro guardado para uma viagem para os EUA. 

Pensei comigo mesmo, Chega desses investimentos fajutos.  Vou investir na minha casa.  E a casa foi assaltada duas vezes.   

Acho que vocês já pegaram a idéia.  Investimentos materiais, temporais, humanos, são falidos.  Obviamente não quer dizer que devemos deixar de poupar.  A Bíblia ensina o contrário.  Mas o nosso foco como cristãos tem de ser diferente.  É isso que aprendemos em 1 Coríntios 16. . . .  Investimentos Eternos!

Paulo corrigiu muitos erros na Primeira Igreja Problemática de Corinto.  Semana passada descobrimos que A ressurreição de Cristo nos dá razão de viver.  Terminou aquela discussão com um versículo que nos chama para uma vida significativa, uma vida investida na eternidade: Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão (1 Co 15.58).  Na Bíblia original, não haviam divisões de capítulos e versículos.  O próximo versículo começava logo em seguida.  “À luz da realidade da ressurreição, da nova vida com Cristo, quero lhes dá algumas razões de viver”.  Uma visão do final, do nosso destino com Deus em Cristo, sempre nos dá um propósito de viver hoje.  (2 Pe 3.14). 

Hoje, no último capítulo do livro, vamos descobrir 3 dessas razões.  São investimentos eternos, que ninguém pode roubar. 

Mt 6.19-21: Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam nem roubam; porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” 

Jovem com 17 anos . . . investir minha vida naquilo que realmente valeria a pena . . . que iria contribuir para eternidade . . .  fazer uma diferença . . .  

3 “Eternos”: 

1) A Palavra de Deus  

2) A Pessoa de Deus  

3) O Povo de Deus 

A verdadeira sabedoria investe hoje para sempre. 

O cristão que realmente crê na eternidade (ressurreição) investe sua vida hoje para sempre. 

3 estratégias de investimento numa vida cristã equilibrada: 

1) Investimento do material no eterno

2) Investimento do temporal em oportunidades eternsa

3) Investimento de vidaa em vidas 

I.  Investimento do Material no Eterno (16.1-4) 

Novo assunto, mas ligado à ressurreição.  Talvez a primeira evidência de que realmente cremos na eternidade, no fato de uma outra vida, na ressurreição, é o que fazemos com nosso dinheiro.  Se a nossa carteira se converter, realmente somos convertidos!  É um absurdo crer em Jesus para vida eterna, e viver nossa vida como se fosse tudo para “aqui e agora”. 

Ler 1-4 

Paulo responde ainda mais uma pergunta levantada pelos coríntios em sua carta.  Cada vez que ele fala “quanto a” (vs 1) está tratando de uma dúvida que eles tiveram (cp. 7.1, 25 -- casamento; 8.1—liberdade; 12.1—dons espirituais) 

6 princípios de mordomia cristã . . . controles fiscais divinos da nossa oferta. 

1.  Responsabilidade (1).  Uma ordem!  Alguns afirmam que o NT não ensina o dízimo, e têm razão, pelo menos no fato de que o NT não nos limita ao dízimo.  Mas dá ordens claras de que o cristão fiel contribui à obra do Senhor.  Paulo usa o imperativo presente “fazei  vós também”, e usa o exemplo do que ele ordenou às igrejas em Galácia.  É, sim, nossa responsabilidade. 

Quanto à questão do dízimo, temos que tomar cuidado para manter equilíbrio bíblico.

            *O dízimo não é repetido como padrão de contribuição no NT 

           *O dízimo nunca foi o padrão de Deus para o povo de Israel.  Eles davam 2 dízimos anualmente, e um terceiro dízimo de 3 em 3 anos (23.3%)  (Dt 14, Lv  27.30, Nm 18.21)

            *O dízimo também incluía o que nós chamaríamos de “impostos” (para a manutenção do sacerdócio político do país)

            *O NT pressupõe o dízimo como MÍNIMO (ponto de partida) em não revogar esse princípio que começou com Abraão

            *O NT enfatiza contribuição como resposta natural e espontânea de um coração maravilhado com a graça de Deus (veja 2 Co 8,9).  Mesmo sendo uma obrigação, também tem que ser uma alegria (2 Co 9.7)

2.  Regularidade (semanal) (2).    Uma lembrança semanal de quem é o Dono de tudo que temos (Sl 24.1).  Contribuição é um ato de adoração que pertence principal e prioritariamente à igreja local.  Ao mesmo tempo que louvamos a Deus pelo Ele tem dado a nós, também é uma oportunidade de lembrar constantemente que existem outros menos abençoados que nós.  Contribuição regular evita puro emocionalismo, e cria sensibilidade maior ao dinheiro. 

É interessante notar que era no primeiro dia da semana que o cálculo da oferta seria feito.  Vamos lembrar que o primeiro dia, domingo, é o dia da ressurreição.  Foi o dia em que Jesus aparecia aos seus seguidores depois da ressurreição, chamado o “dia do Senhor” em Apocalipse.  Implícito aqui é o fato de que, domingo é o dia em que adoramos a Deus como comunidade, pela Sua (e nossa) ressurreição.  É o dia em que lembramos o que Cristo fez por nós, que temos nova vida, garantia de vida, esperança para o futuro.   

Não creio que o vs. Está dizendo que cada vez que há uma oferta na igreja, temos que contribuir.  Mas cada vez que chegamos na igreja, devemos fazer um cálculo mental do fato de que tudo que temos, devemos a Cristo.  Assim vivermos para eternidade, e não somente para amanhã. 

3.  Individualidade (2).  Paulo destaca a responsabilidade INDIVIDUAL.  Esse ato de adoração a Deus não é só para aquele que ganha mais de 5 salários mínimos.  Não é somente para pais de família.  Não é somente para quando se termina a faculdade.  Ou acaba de pagar as dívidas.  Inclui aposentados, crianças, donas de casa, viúvas, estudantes, todos.  Ninguém fica isento da responsabilidade de louvar a Deus através das primícias (Pv 3.9,10). 

2 Co 8.2 miséria)Nós como pais podemos ajudar nossos filhos a reconhecer esse princípio, e participarem nessa graça de adoração:

            1) Mesada que inclui, em primeiro lugar, oferta generosa 

            2) Projetos familiares de oferta (Cox Jr., campanhas de missões, etc.)

 4.  Fidelidade (2).  Outro princípio é que a contribuição deve ser fiel, ou seja, cuidadosamente separado para o Senhor.  “ponha de parte, em casa.” A palavra “ponha de parte” literalmente significa “entesourar”, ou seja, ir amontoando hoje para não ficar de “calça curta” mais tarde.  A fidelidade em separar a primeira parte (primícias em Pv 3.9,10) é imprescindível, pois as finanças são enganosas.  Se adiarmos, vamos gastar.  Paulo não queria chegar diante da igreja, pronto para receber as ofertas tão necessárias para os crentes necessitados em Jerusalém, e todo mundo oferecendo desculpas—“tive que terminar de pagar o consórcio . . . precisava pagar a mensalidade da faculdade . . .  havia uma oferta que não podia resistir . . .”

            1 Tm 6.6-11, 17-19 

5. Prosperidade (proporcionalidade) (2)Creio que temos muita confusão quanto ao princípio de contribuição no NT, motivado por graça e não por lei.  Sempre devemos errar em direção à generosidade e liberalidade, e não porcentagens legalistas.  Paulo ensina que a nossa contribuição deve ser proporcional, conforme nossa prosperidade.  Há duas maneiras de interpretar isso:

            a) Minha porcentagem de contribuição continua igual, mas quando minha renda aumenta, automaticamente dou mais.  (Mais também fico com mais.  Questiono se essa prática realmente reconhece o princípio de proporcionalidade conforme prosperidade.  De fato, tenho cada vez mais para mim, pois vou me presperando com os 90%, enquanto Deus vai “se enriquecendo” pelos 10%).  Mas será que isso reflete um coração possesso pela causa do Reino e da eternidade?

            b) A própria porcentagem que dou aumenta, enquanto Deus me prospera.  Em outras palavras, no decorrer dos anos, se Deus me abençoa com mais e mais, em vez de sempre procurar uma vida melhora, mais luxo, mais “brinquedos”, eu decido o padrão de vida que Deus estabeleceu para mim, e dou o que passa disso.  Muitos de nós erram aqui.  Imaginamos que a prosperidade que temos é fruto do nosso próprio esforço, que podemos e devemos aumentar nossos investimentos sem limite, sem considerar a possibilidade de que Deus quer que abençoemos aos outros com TUDO que passa do limite báse para o estilo de vida que Deus escolheu para nós.  Essa é uma pessoa que vive com olhos abertos para eternidade, que investe HOJE para SEMPRE.

             Salmo 67  

Por isso, recomendo que as pessoas começam dando 11% da sua renda, e que estabeleçam diante de Deus seu desejo de aumentar essa porcentagem um pouquinho cada ano.  Isso nos ajuda a nos “desmamar” de coisas materiais a bem do Reino.

            Casal nos EUA que tem muitas e muitas lojas, mas que vive com 10%, salário mínimo, para dar tudo o resto para a obra de Deus. 

6. Integridade (3,4) Paulo revela aqui, como em outros textos, alguns princípios quanto à integridade fiscal.  Paulo não gostava de lidar com dinheiro, e fazia tudo possível para se cercar de gente que fiscalizava o cofre.  Ele sabia que o amor ao dinheiro é raiz de todos os males (1 Tm 6.10).  Por isso, Paulo sempre levantava homens fiéis para vigiar, fiscalizar, acompanhar e distribuir as ofertas. 

A coleta que menciona aqui foi para ser investida na vida de pessoas, fato que já serve como ponte para os próximos vss. No capítulo.  Seria um investimento na vida de cristãos judeus MUITO necessitados em Jerusalém, onde a fé cristã começou.  (Rm 15.26,27)  A oferta foi estratégica, pois iria unir judeus e gentios no Corpo de Cristo (Ef 2,3).  Mostaria a solidariedade do Corpo.  Iria socorrer aqueles que haviam sido responsáveis pela expansão do Evangelho, o berço de missões.  Reconhecia uma dívida espiritual de gratidão. 

II.  Investimento do Temporal em Oportunidades Eternas (5-9)

Depois de mostrar as implicações lógicas do fato da ressurreição e da nova vida com Cristo, Paulo revela seus planos pessoais para investimento na vida de igrejas e pessoas estratégicas.  Ele não dava golpes ao ar em seu ministério (1 Co 9.27).  Tinha planos.  Foi estratégico.  Mirava cidades influentes. Ëssa é a marca de um obreiro inflamado com a Causa de Cristo. Alguém disse que Paulo foi persguido por fantasmas de terras distantes que ainda não ouviram do Evangelho.  Não passava um navio na baia, mas que queria entrar nele e viajar para aqueles lugares.  Nunca viu uma serra e montanhas sem que desejasse transbordá-los com o Evangelho.  Obviamente há equilíbrio aqui.  Mesmo enquanto desejava novos campos, novos horizontes, reconhecia que era o Senhor que abria e fechava as portas, como aconteu várias vezes em seu ministério.   Podemos descobrir alguns princípios de investimento na eternidade no coração do apóstolo. 

A.  Planejamos Estrategicamente para o Reino (debaixo da soberania de Deus) (5-8)

             1.  Planejamento  “Os planos do diligente tendem à abundância, mas a pressa excessiva à pobreza (21.5)“Os planos mediante os conselhos têm bom êxito; faze a guerra com prudência” (20.18)“Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor; como, pois, poderá o homem entender o seu caminho?” (20.24)“O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor.” (16.1)“O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.” (16.9) 

Paulo planejava passar por Macedônia e chegar até Corinto, talvez passar o inverno para eles (sabendo que seria um lugar mais estratégico do que ficar preso pelos ventos contrários num lugar menos estratégico).  Depois (6b) tinha outras viagens já planejadas.  Mas ainda tinha muito serviço em Éfeso (8), outra cidade estratégica que impactava toda a região.  O ministro do Evangelho precisa ter visão! 

              2.  Dependência da Soberania de Deus (Tg 4.13-15).  Fazer planos não é errado.  Mas nunca devemos fazer planos, muito menos na obra do Senhor, sem reconhecer  o princípio “Se Deus quiser”.  Paulo nos apresenta um modelo de planejamento equilibrado pela dependência do Senhor. Note as frases que ele usa, que revela essa “contingência” de seus planos:

            *”devo percorrer” (5)                           *bem pode ser (6a)

               *ou mesmo passe inverno (6)            *se o Senhor o permitir (7) 

David Livingstone que desejava ir para China mas abriu o continente africano para o Evangelho

Cp. A história do rico, tolo, que planejava seu próprio bem-estar e esqueceu da Causa . . .  (Lc 12.13-21) 

B.  Remimos o Tempo (as Oportunidades) para o Reino de Deus (9a) 

Paulo revela o que motivava seus planos estratégicos.  Sempre foi a possibilidade de impactar mais vidas para o Reino de Deus.  Ele queria fruto para Deus!

              *Ef 2.10—fruto (obras) preparado;             *Jo 15.1-5—fruto que permanece;

             *Rm 1.13—“muitas vezes me propus ir ter convosco, no que tenho sido até agora impedido, para conseguir igualmente entre vós algum fruto, como também entre os outros gentios.” 

Paulo impactava vidas aonde quer que fosse.  Mesmo na prisão, não perdia uma oportunidade para testemunhar para seus co-prisioneiros e também aos guardas!  Falava de Jesus diante de grandes (reis—At 24, 25,26) e pequenos, como no caso de Onésimo, um escravo fugitivo!  Sua filosofia de vida para eternidade fazia com que ele deixava as pessoas em todo lugar um pouco mais pertos de Deus, um pouco mais semelhantes a Cristo, quando ele saía, do que quando chegou! 

Ef 5.16 “remindo o tempo, porque os dias são maus”

Cl 4.7 “aproveitando as oportunidades . . . de evangelismo”

Sl 90.10,12 “ensina-nos a contar nossos dias, e aplicar o nosso coração à sabedoria 

Fila no Consulado Americano . . . Olhos abertos para oportunidades!  Será que eu exalo o bom perfume de Cristo em todos os meus contatos durante o dia?  Será que, quando saio de um lugar, as pessoas com quem eu tive contato sentiram algo diferente, algo saboroso, algo atraente?  Mesmo eles não “tomando uma decisão”, será que ficam um pouco mais cientes da sua grande responsabilidade diante de Deus?  Esse é o verdadeiro discipulado, o cumprimento da Grande Comissão do Senhor. 

C.  Enfrentamos Oposição dentro da Vontade de Deus (9b) 

Algumas pessoas, inclusive do movimento da teologia da prosperidade, interpretam circunstâncias adversas como sinal de que estão fora da vontade de Deus.  Doença, dificuldade financeira, perseguição, e tantos outros problemas representam para essas pessoas falta de fé. 

Mas Paulo sabia que haviam outras razões, outros fatores, que explicavam adversidade.  Estamos numa guerra espiritual.  Haverá lutas.  Haverá batalhas.  Haverá baixas.  Haverá feridos e mortos.  Nosso adversário, o diabo, anda em derredor, como leão que ruge, procurando alguém para devorar!n  (1 Pe 5.8).  Não é brincadeira.  Em vez de considerarmos oposição, adversidade, dificuldade como sinal de que erramos a vontade de Deus, talvez devamos considerar a opção de que indica que estamos bem no centro dela!  O diabo não fica nada contente quando invadimos seu território, resgatando seus cativos, proclamando a Palavra de Deus!  Vamos enfrentar muitos adversários, como Paulo enfrentava em Éfeso. 

Não sei onde você está fazendo um investimento estratégico para o Reino de Deus.  Talvez pelas suas finanças (adoção de missionários, aumento de oferta).  Talvez em remir as oportunidades que Deus já te deu.  Talvez desenvolver com maior fidelidade seu ministério na igreja.  Pode esperar adversidade.  Testes.  Confrontos.  Não desista.  Não pense que errou.  Vá em frente! 

III.  Investimento de Vida em Vidas (10-24) 

E assim chegamos ao final desse maravilhoso livro.  Acho interessante poder pregar sobre essa última parte do livro, a despedida de Paulo, justamente no nosso último domingo aqui com os irmãos da PIBA.  (Certamente não significa que nós somos como o Apóstolo Paulo!)  Ele revelou um pouco do seu itinérario, para depois se despedir de irmãos queridos. 

1 Coríntios termina onde começou—com saudações pessoais que revelam o coração do Apóstolo como homem de Deus, que fazia investimentos acima de tudo em VIDAS.  Afinal de contas, o investimento no Reino de Deus é um investimento em VIDAS.  Pessoas. 

Investimos o conhecimento da Pessoa de Deus pela Palavra de Deus no Povo de Deus! Na ocasião da nossa saída para 6 meses de divulgação do nosso ministério, prestação de contas para nossos mantendedores, e ministério pastoral, olho para o exemplo de Paulo e fico a questionar-me a mim mesmo, “Será que eu impactei a vida de pessoas como ele?  Será que deixamos pessoas mais parecidas com Jesus do que quando chegamos?  Será que minha vida realmente está fazendo uma diferença. 

Pela graça de Deus, em alguns casos, posso dizer “Sim”.  Mas lembro-me de tantas outras oportunidades perdidas.  Investimentos imperdíveis para o Reino de Deus, mas porque estava mais preocupado com meu conforto, meu prazer, meu lazer, ou até mesmo o temor dos homens, perdi. 

Até nisso Paulo foi estratégico em seus investimentos.  Menciona alguns personagens chaves, em quem ele havia investido muito, e em quem queria que os Corintios fizessem o mesmo.  Investia em pessoas que investiriam em outras: 

2 Tm 2.2 “e o que ouvistes da minha parte, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros. 

Veja as pessoas que Paulo menciona:

            1.  Timóteo (10-11)  (ele pede que eles o acolhem como obreiro digno, apesar da sua pouca idade e timidez.  (Será que investimos na vida de jovens ministros?  Seminaristas?

            2.  Apolo (12-14) (ministro eloquente do Evangelho)

            3.  Estéfanas (15-18) (fundadores da igreja, fáceis de serem esquecidos enquanto a igreja cresce; pessoas simples, talvez, mas fiéis, que continuam ministrando, mesmo que não recebam a atenção de antes)

            4.  Áquila e Priscila (19) (casais, facilitadores de grupos de casais, que dispuseram sua casa para estudos bíblicos, que dedicavam suas vidas, seus bens, para o Reino)

            5.  Os demais (20-24) 

Paulo sempre estava cercado de gente.  Pessoas preciosas em quem ele investia a Palavra de Deus para o conhecimento de Deus através de Jesus Cristo.  Tinha olhos abertos, o tempo todo, para o Reino.  Filtrava tudo que fazia pelo impacto que teria para o Reino.  Essa é a pessoa que vive hoje, para sempre. 

Ideia: O cristão que crê na ressurreição investe sua vida hoje para sempre. 

Desafio:  Será que eu e você estamos ligado para eternidade?  Ou só pensamos sobre o “aqui e agora”?  O cristão convencido da realidade da ressurreição, com uma fé verdadeira e vibrante, vive com olhos fixos na eternidade.  Faz investimentos que ninguém pode roubar.  Busca em primeiro lugar o Reino de Deus.  Não procura ganhar o mundo inteiro a custo da sua própria alma.  Foge do amor ao dinheiro, raiz de todos os males.  Investe seus bens para a glória de Deus.  Aproveita as oportunidades para o Reino de Deus.  Impacta vidas visando um efeito dominó—homens e mulheres fiéis e idôneas que por sua vez impactariam a vida de muitos outros. 

Você vive para eternidade?  OU para hoje e amanhã?