A Pessoa que Deus Usa (Gn 11.10-12.3) PDF Imprimir E-mail

                                                                  A Pessoa que Deus Usa

                                                                        (Gn 11.10-12.3)

 

Música:      Quero Ser um Vaso de Bênção Quero Ser um Vaso Novo         Usa, Senhor                 

                   Especial: O Que Você Deu a Deus Valeu               Tudo Entregarei (depois da mensagem)

Introdução:Você já questionou se talvez Deus tivesse errado em sua vida?  Talvez por algum deslize, um momento de desatenção, esqueceu de você?  Ou já pisou na bola de tal forma que pensa que Deus nunca poderá te usar?  Talvez você nunca falaria isso, mas muitos de nós já sentimos assim.  Talvez devido a nossa família de origem. Talvez na distribuição de habilidades e talentos. Talvez na escolha de serviço. Ou marido. Ou esposa.  Ou filhos. Ou pais.

Acontece que Deus nunca erra . . .tudo que Ele faz é perfeito, e tem um propósito em nossa vida, para nos esculpir à imagem de Jesus e nos preparar melhor para servi-lo.  Mesmo nossas muitas falhas não conseguem neutralizar a Sua graça em nossa vida para nos usar no serviço dEle.  Uma história ilustra essa idéia.

 Há muito tempo, num reino distante, havia um rei que não acreditava nos desígnios e na bondade de DEUS. Tinha, porém, um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade.
       - Meu rei, não desanime...Tudo que DEUS faz é perfeito.  ELE nunca erra.
Um dia, o rei saiu para caçar, juntamente com seu súdito,e uma fera da floresta o atacou.  O súdito conseguiu matar o animal, porém, não evitou que sua majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita.O rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este:
     - E agora, o que você me diz ?  DEUS é bom ? Se DEUS fosse bom eu não teria sido atacado e não teria perdido o meu dedo.
   - Meu rei, apesar de todas essas coisas,  somente posso dizer-lhe que DEUS é bom,  e que mesmo isso, perder um dedo, é para o seu bem. Tudo que DEUS faz é perfeito. ELE nunca erra.
O rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que o mesmo fosse preso na cela mais escura e fedida do calabouço.
Após algum tempo, o rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de selvagenss que vivia na mata. Esses eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos, para seus deuses. Mal prenderam o rei, passaram a preparar o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vítima, observou furioso:
- Este homem não pode ser sacrificado, é defeituoso !!! Falta-lhe um dedo !!!
E o rei foi libertado. Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado,  mandou libertar seu súdito e pediu que o mesmo viesse em sua presença. Ao ver o servo, abraçou-o  afetuosamente dizendo-lhe:

    - Meu caro, DEUS foi realmente bom comigo. Você já deve estar sabendo que escapei  da morte justamente porque não tinha  um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coração uma grande dúvida:-se DEUS é tão bom, porque permitiu que você fosse preso da maneira como foi ?  Logo você, que tanto o defendeu?
   - Meu rei, se eu estivesse junto contigo  nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum.

Portanto lembre-se sempre: tudo que DEUS faz é perfeito. Ele nunca erra.

Título: A Pessoa que Deus Usa.  (Iniciamos hoje uma série de estudos sobre Abrão, um estudo de um homem na escola da fé, com altos e baixos, um homem como nós, mas um homem que confiava em Deus.)

Ler Gn 11.27-12.3.  Esse texto é o centro teológico de muito do VT e da Bíblia—o Reino Mediado de Deus restaurado entre todas as nações!  A Bíblia é um guia missionário!  Esse é o texto mais importante em Gn!

Orar.

Contexto: Chegamos num ponto de mudança dramática no livro de Gênesis.  Até este ponto, em Gn 1-11, Deus tem trabalhado com a raça humana, com toda a humanidade.  Mas o veneno do pecado difundiu se rapidamente, e contaminou a todos, mesmo havendo algumas exceções excepcionais devido à graça de Deus (Sete, Enoque, Noé).  Mas o homem se revela cada vez mais resistente, rebelde, pecaminoso, incorrigível.  Na Torre de Babel Deus falou “Chega! A partir de agora, vou me limitar para um homem e sua família para redimir os homens” (12.1-3).  Depois dos fracassos de Adão e Eva, Caim, o povo do Dilúvio, até mesmo Noé, e o povo arrogante e blasfemo da Torre de Babel, Deus implementa a segunda etapa do Seu plano de resgatar a raça huma.  Agora não é mais o homem que trabalha, o homem que decide por si.  Note o contraste: agora, Deus vai construir, Deus vai fazer um nome.  (Cp 1 Jo 2.17)

A partir de Gn 12.1-3, encontramos essa mudança.  Essa é a dobradiça e ao mesmo ponto o ponto alto do livro.  Em vez de trabalhar com toda a raça humana, Deus vai escolher um homem, Abrão, e um povo, a raça hebraíca, para canalizar a bênção missionária para todos os povos.  Abrão e sua família se tornam o instrumento que Deus usa para resgatar a família humana.  

Trans.: Como é o processo que Deus usa para preparar a pessoa que Ele quer usar?  E como a história do chamado de Abrão pode nos preparar para que Deus nos use?  Vamos traçar 3 etapas no processo de nos tornarmos instrumentos de bênção nas mãos de Deus.

I.  Deus Usa Nosso Passado para o Serviço dEle (11.10-32)

Chavão entre nós: “Deus não chama os capacitados; ele capacita os chamados.” Em parte, é verdade.  Deus é quem nos equipa para realizar a obra dEle. Somos vasos de barro.  A única explicação é a obra dEle em nós, para que ELE receba a glória.  Mas temos que lembrar que a capacitação de Deus em nossas vidas não começa cedo.  De fato, existem fundamentos soberanos em nossas vidas, fatores familiares e circunstanciais, históricos, que Deus já preparou de antemão para nos capacitar para a obra dEle.

Ilust.: Deus não desperdiça nada no processo de nos preparar para seu serviço.  Neste sentido ele é como indígenas que, depois da caça, usam TUDO do animal: carne para comida, pele para roupa, ossos para ponta de flecha, dentes como colar.  Deus, em Sua infinita soberania e sabedoria, aproveita de TUDO para nos moldar à imagem do Seu Filho e nos usar no serviço dEle.

Fundamentos Soberanos neste texto:

         A. Família de Origem: 11.10-26:  Para nós, talvez, listas de nomes (genealogias) são cansativas.  Pouco nos inspiram.  Mas a lista de nomes em Gn 11.10-32 é importante, pois prepara o caminho para uma grande mudança na maneira pela qual Deus administra Seu plano para a raça humana.  Como já vimos em Gn 10, Deus lista os descendentes dos 3 filhos de Noé para explicar a origem de todos os países da terra. 

Não é por acaso que nascemos em nossa família.  Tudo está no controle de Deus. Em Gn 11.10-32 descobrimos que Deus dá atenção especial para a linhagem vertical que culmina num homem chamado Abrão, ou seja, “pai exaltado”.  (Adão-Sete-Noé-Sem-Eber-Naor-Terá-Abraão  10,14,22,24-26).  Ele está preparando alguma coisa.  Sempre que encontramos uma genealogia na Bíblia, sabemos que algo muito importante virá no final.  Que a história vai se funilando até chegar em fulano. 

Vss.  27-32.  A resposta é Abrão, pai da fé (de 3 religiões mundiais, que representam uma grande proporção da população do mundo—os muçulmanos, judeus e cristãos!)

Abrão vem de uma linhagem sendo preparada desde o Jardim do Eden—Adão, Sete, Enoque, Noé, Sem, Éber são todos filhos da promessa, da esperança, do Messias. Mas existem alguns detelhes nesta família de origem que nos preocupam.  Conforme Js 24.2,3 Antigamente vossos pais, Terá, pai de Abraão e de Naor, habitaram dalém do Eufrates, E SERVIRAM A OUTROS DEUSES.  Eu, porém, tomei a vosso pai Abraão dalém do Rio, e o fiz percorrer toda a terra de Canaã . . .

Sabemos que Ur dos Caldeus era uma cidade próspera, sofisticada, mas altamente voltada para a adoração do deus da lua, Sin (ou “Nana”).  O nome da cunhada, Milca, significa “princesa” e se refere à filha do deus da lua.  Sarai significa “rainha” e representa a esposa do deus da lua.  Essa é uma família totalmente comprometida com a idolatria! Harã, para onde a família se deslocou, também era centro de adoração do deus da lua.  Abrão não vinha de uma família crente, pelo menos no início (veja Gn 31.53).  Eram idólatras, pagãos.  Mas foi exatamente a família que Deus quis como berço para o pai da fé.  (efeito dominó)

B. Fatores Circunstanciais.

Mas não é só nossa família de origem que nos prepara para o serviço de Deus.  Ele também usa fatores circunstanciais, e até difíceis em nossas vidas, para nos preparar.  Circunstâncias corriqueiras, que todos nós enfrentamos, mas que são talhadeiras em nossas vidas, esculpindo a imagem de Cristo, tirando os pontos agudos, amolecendo corações duros, preparando-nos para melhor servir a Deus.

         1. A morte do irmão Harã, pai de Ló (28)—levará par conflitos, decisões de fé em Gn 13 e 14

         2. O casamento e a esterilidade da Sarai (29,30).  A esterilidade da Sara parecia uma maldição na vida de Abrão.  Toda aquela formosura, só acentuava sua vergonha naquela cultura, em que gerar filhos era a função principal da mulher.  Note que, com Sara, a linhagem ininterrupta que passava por Sem, Noé e Sete pára abruptamete.  Parece que tudo está bloqueado!  Parece que não tem mais jeito.  Mais uma vez, esse fator levará a provas de fé tanto na vida de Abrão como na vida de Sarai em Gn 16, 21 e 22.

         3. A mudança da família para Harã (saíram de Ur dos caldeus) para uma terra distante (31).  Mudanças são estressantes e desconcernantes em nossas vidas.  Deixar a rede familiar, a segurança, a zona de conforto, pode ser muito traumático.  A mudança da família desmamou o patriarca da sofisticação de Ur dos Caldeus, e levou para um chamado de Deus para deixar tudo e seguir os caminhos exclusivos do Senhor. Fazia parte de um plano divino para usar Abraão como peregrino e forasteiro na terra, em busca de uma terra, uma cidade com fundamentos eternos (Hb 11).  Abrão nunca será dono de mais que um sepulcro na Terra Prometida, mas mesmo não recebendo diretamente a promessa, creu.

         4. A morte do pai Terá em Harã (32).  Agora estão sozinhos, longe de tudo e de todos, e ainda não haviam chegado no lugar que Deus prometera.

Deus tinha tudo sob controle.  Ele usou a morte do irmão.  Ele usou a mudança da família.  Ele usou a esterilidade da esposa.  São eventos corriqueiros, mas que terão grande impacto na história e na vida de fé do pai da fé. Eram eventos normais na vida de qualquer um, mas tudo orquestrado dentro da soberania de Deus em que um homem de Deus podia ser usado por Deus.  Não digamos que Deus planejou o mal sobre Abrão ou sobre nós, mas que Deus é soberano, todo-poderoso, sábio e amoroso, e capaz de transformar o que parece mal para nós em algo para Sua glória.

         Ilust.: . José (Gn 50.20)—‘Vós intentaste para o mal, mas Deus para o bem, para salvar muita gente.”

         Ilust.: . Moisés (criado no palácio, bolsa de estudo na Universidade do Egito, pago pelo governo, um curso em “Libertação de Povos”; pós graduação no Seminário do Deserto (40 anos) aprendendo como cuidar de ovelhas).  Deus não desperdiçou nada no preparo de Moisés para ser o grande Libertador.

Aplic.: Nada acontece em nossas vidas por acaso.  Deus não é o autor de pecado contra nós, mas Ele é soberano para usar o que outros intentaram para nosso mal, para esculpir nosso caráter, para nos moldar, para nos transformar, e para nos usar (2 Co 1.3,4). Deus usa sua família de origem para prepará-lo para conhecê-lO e servi-lO melhor!  Não xingue seu passado.  Pais divorciados...abuso e mal-tratamento...pobreza...doença...a perda de um ente muito querido...vícios na família de origem...injustiça....Deus está acima de tudo isso!  Ele pode transformar choro em alegria (Ilust.: Marian com grupo de apoio de luto).    Não viva no ressentimento, na mágoa, na falta de perdão, mas na misericórdia e graça.  Reconheça que Deus pode usar o que foi tão difícil para você para consolar a outros!   (Apelo: família e circunstâncias no altar . . . efeito dominó-Deus usar)

II.  Deus nos Chama para Sair da Zona de Conforto no Serviço dEle (12.1)

A esta altura o autor de Gênesis registra o chamado de Abrão (12.1).  A maioria dos comentaristas acreditam que a melhor tradução é “Ora, Deus havia dito a Abrão...”, como se o chamado original dele aconteceu em Ur dos Caldeus.  Atos 7.2 confirma essa idéia (O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, quando estava na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, e lhe disse: ‘Sai da tua terra e da tua parentela, e vem para a terra que eu te mostrarei.) Quando Deus nos chama, como devemos responder?

A. Sair da Zona de Conforto.  Esse é o momento mais importante na vida de Abrão—é o momento em que ele atende o apelo do pastor no final do culto e o culto da fogueira em que dedica sua vida ao Senhor, tudo ao mesmo tempo! Foi uma decisão radical que tirou-o da zona de conforto e colocou-o nos braços de Deus. Ele tinha que abraçar um Deus invisível, deixar uma vida próspera, uma cidade sofisticada, uma família estabelecida na terra, um status social, e ir embora atrás desse Deus, sem saber para onde ia.  Vamos lembrar que ele já tem cerca de 75 anos, passou a vida inteira em Ur, tinha uma vida estável. Além disso, saiu do meio de um povo homogêneo, unido na adoração de deuses estranhos.  Seria como nosso amigo Afeganestão que se converteu ao Deus verdadeiro e quebrou com tudo que conhecia!  Tinha que sair para um lugar que desconhecia, enfrentar inimigos novos, e fazer uma viagem de mais de 1000 km da sua terra sem nunca voltar!

Note o sacrifício envolvido: Ele terá que sair 1) da terra que ele tão bem conhecia   2) da família que ele tanto amava e 3) do conforto material que tinha (casa do pai = herança, futuro, estabilidade, segurança)

B. Crer e Obedecer (note vs. 4!).  Gn 15.6 diz que Abrão creu no Senhor, e que isso lhe foi imputado para justiça!  (cp. Hb 11.8pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia.”) Que passo de fé!  Quando Deus nos chama, essa é a única resposta aceitável!  Quando o Espírito Santo toca em alguma área da nossa vida, um nervo exposto de pecado, ou nos incentiva para algum ministério, a única resposta é “Sim, Senhor!”

Porque Abrão? Porque Deus o escolheu para ser co-obreiro, co-participante com Ele em Sua obra na terra? O que havia de especial na vida dele? A resposta é, nada. Foi a graça de Deus! Deus não escolhe os bons, nobres, etc (1 Co 1.26-31). Deus nos escolhe porque somos excelentes candidatos para Sua graça se manifestar—a única explicação é Deus! (Cp Israel, Dt. 7.7,8) Somos troféus da graça. Se Deus tivesse perguntado para Abraão como fez para Moisés, “O que tens em tua mão?” a resposta seria NADA!  (Ótimo.  Você eu posso usar!)

Aplic.: Como aplicar o chamado de Abrão para nossas vidas?  Não é necessariamente um chamado missionário direcionado para cada um de nós, embora para alguns, talvez seja isso que Deus espera.  Creio que existe uma aplicação principal:

         1) Deus nos chama para sair da nossa zona de conforto para realizar a obra dEle!  Ministério é algo intencional, não “por acaso”.  Ministério é para todo filho de Deus (cp. Dons espirituais).  Por isso Deus diz “Ide, fazei discípulos”.  “Atravessa a rua!  Cruze o mar.  Pare de ficar acomodado, de fazer a obra de Deus quando é conveniente (cp. EUA—matando missões!).  Exige esforço, sim!

Todos nós somos chamados no sentido de que Deus tem um caminho de boas obras já escolhidas para nós no nosso caminho (Ef 2.10 Somos feitura dEle criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou, para que andássemos nelas!).  Significa que muitas vezes teremos que sair da nossa zona de conforto. Vamos errar o caminho às vezes?  Com certeza?  Vamos passar por frutos já preparados no nosso caminho?  Sem dúvida.  Mas significa que somos condenados a ficar fora da vontade de Deus para o resto da minha vida?  Não! 

Deus nos coloca, cada um de nós, num contexto de ministério e nos confia com a responsabilidade de sermos seus porta-vozes: na empresa, na escola, no bairro, entre amigos.  Você é o cara!  Deus, sim, pede que deixemos algumas coisas para trás para seguir a Ele fielmente.  Mas quando Deus nos chama, Ele supre.  Mais do que deixamos. (Apelo: Deus incomodando você com algum ministério?  Algum serviço?  Cp. Sonia: qual o seu lugar no orquestra? Qual o instrumento que Deus quer que você toque?)

III.  Deus nos Abençoa para que Sejamos uma Bênção (para o Serviço dEle) (Gn 12.2,3)

Ler 12.2-3  Sê tu uma bênção . . . em ti serão benditas todas as famílias da terra.

Note que quando Deus nos chama, Ele supre e abençoa.  É muito interessante notar que é impossível nós darmos mais para Deus do que Ele nos dá.  Mc 10.29,30 diz, Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por amor de mim, e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e no mundo por vir, a vida eterna.

Deus chamou Abrão para deixar sua terra (Ur), mas Deus lhe prometeu toda a terra de Canaã!

Deus chamou Abrão para deixar sua parentela, mas Deus lhe prometeu uma descendência tão numerosa como a areia do mar e estrelas do céu, e que seria uma grande nação.

Deus chamou Abrão para deixar a esperança de uma herança (da casa do teu pai) mas Deus lhe deu uma herança que é a bênção de ser uma bênção (melhor dar do que receber) divina, segurança, proteção, herdeiros e muito mais.  NINGUÉM CONSEGUE DAR MAIS PARA DEUS DO QUE DEUS DÁ PARA ELE!

7 elementos no chamado de Abrão:

1)   Grande nação—ainda não tinha filhos!  (exigia fé!)

2)   Te abençoarei = proteção, cuidado divino em sua vida (Materialmente (Gn 13.2, 24.35); Espiritualmente (21.22) “abençoar” ocorreu 5x em Gn 1-11, já 5x em 12.1-3!)

         3)  Engrandecerei o nome (Posteriormente (nome) 23.6, Is 41.8)  (Cp. O povo de Babel, querendo tornar célebre seu nome; Deus tinha que “descer para ver”!  Mas quando Deus decide abençoar, agora é outra coisa!)

4)   Sê tu uma bênção ou “Você será uma bênção” (Uma promessa? Uma ordem?)

5)   Abençoarei —Deus e Abrão agora serão tão intimamente ligados, que abençoar ou amaldiçoar um significa fazer o mesmo com o outro (cp. 20.2-18; 21.22-34; 23.1-20) A história do VT! Nínevé, Moabe, Assíria, Babilônia, etc.. 

6)   Amaldiçoarei os que te amaldiçoarem (proteção divina dentro do chamado)

7)   **Em ti serão benditas todas as famílias da terra (Gal 3.8,16; Jesus (cp. Mateus 1).  Essa declaração é o clímax da bênção da aliança com Abraão!  Culmina em missões!

O chamado de Abraão é uma marca definitiva na história de missões.  A família de Abraão e, mais tarde e mais especificamente, a família de Israel, seria o canal que Deus usaria para resgatar Sua imagem em todos os cantos da terra.  Esse chamado missionário do povo de Israel será desenvolvido em toda a sua história.  Deus separou um homem para iniciar um novo legado, um “efeito dominó” de espalhar o Reino dEle em toda a terra. 

Agora Abraão terá que ter uma visão mais abrangente, além da sua clã, da sua família--um coração missionário, voltado para a expansão do Reino de Deus entre todas as tribos! Que responsabilidade!  Que privilégio!

Na história de Israel, entendemos que aquele povo foi chamado para mediar a Palavra de Deus, resgatar os povos, para a glória de Deus.  Ex 19.5, 6 Sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos: porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa.  Em outras palavras, todos da a nação de Israel seria representantes—sacerdotes--de Deus entre os povos do mundo—uma nação de missionários!  Infelizmente, Israel nunca cumpriu seu dever.  Em vez de abençoar, muitas vezes amaldiçoava os povos.  Em vez de ser luz, era trevas.  Vemos isso claramente no livro de Jonas, em que o espírito nacionalista e anti-missionário de Jonas representa o povo de Israel, e é severamente condenado por Deus. 

Com a vinda de Jesus, a Igreja tornou-se esse instrumento para alcançar o mundo.Somos nós que recebemos o bastão missionário!  1 Pe 2.9 diz Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que antes não éreis povo, mas agora, sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.

Aplic.:  O segredo de uma vida cristã, uma vida com significado, é viver para outros!  Essa é a melhor cura para depressão!  Pense em outras pessoas!  Essa é a melhora cura para crises existenciais de meia-idade—uma razão para viver, que é abençoar a outros!  Em vessa dessa preocupação demasiada consigo mesmo, servir outros!  Olhar para outros menos privilegiados.  Esqueça de si mesmo! A vida cristã é uma vida outro-cêntrica!  Não é mais sobre mim, meus direitos, meus interesses, meus negócios.  Se sou cristão, um “pequeno Cristo”, então sou chamado para canalizar a vida dEle para outras pessoas.  Aonde quer que eu for, minha vida é para ser uma bênção.            Pais cristãos, nossa tarefa no discipulado dos nossos filhos é de inculcar essa idéia em suas mentes.  Não existimos para nós mesmos. Boa pergunta: Meus filhos são uma bênção? 

Ilust.:  Alguns anos atrás usei uma ilustração que gostaria de repetir hoje. . . Jarra com copos, água fazendo transbordar o copo.  Nossa tendência é de trocar copos pequenos para maiores na medida em que a bênção de Deus nos enriquece. (Abençoados para sermos mais abençoados!) Mas Deus quer que o transbordar do nosso copo abençoe a outros! 

Aplic.: Como Deus te abençoou?  O que tu tens em tua mão?  Como pode usá-lo?

            -finanças          -tempo             -criatividade     -energia                       -veículo            -casa     -atletismo         -informática      -costura           -inglês              -medicina                     -mecânica          -música           

Desafio específico para alguns grupos:

   Jovens: sua mocidade!  (Ecl 12.1-5)

   Aposentados: sua sabedoria, experiência, tempo, seu louvor! (Sl 71.5,6,8,9,14,15-18)

   Ricos: recursos (1 Tm 6.6-10,17); Temos que escolher entre 2 opções—viver para hoje, ou viver hoje para sempre. Viver para nós mesmos, uma visão mesquinha, miópica, ou com visão de longa distância.

   Mães (e pais): filhos! (1 Tm 2.15 será preservada através de sua missão de mãe, se elas permanecerem em fé e amor e santificação, com bom senso). Deus nos abençoa com filhos para abençoarmos o mundo com eles, não para segurá-los para nós mesmos!  Criamos nossos filhos para o mundo, para serem “cristãos mundiais”, não cristãos mundanos!

Deus quer encher nosso copo, mas não como a teologia da prosperidade ensina, para você ter um carro, casa ou conta bancária cada vez maior, mas para que você aprenda a ser uma bênção, um canal da graça de Deus para outros.  Esse é o verdadeiro significado da vida.  Deus não quer que seu copo fique vazio (veja 2 Co 8.13-15) mas que transborde e redunde em graças e louvor dados a Deus pela Sua graça.  Não quer que você se sinta culpado pela bênção que Ele te deu, mas que você use isso para ser uma bênção na vida de outros (Pv 11.25,26).

O salmista resgatou essa idéia no Salmo 67 quando reconheceu que a bênção de Deus paira sobre nós, não para ser gasta em nós mesmos, mas para abençoar a outros.

Conclusão:  Deus não erra.  Tudo Ele usa para que possamos servi-lO melhor.  Quando Cristo está em nós, temos o privilégio e a responsabilidade de sermos uma bênção àqueles ao nosso redor (Gal 2.2). A vida cristã é uma vocação, um chamado, para ser uma bênção.  Deus usa alguns passos concretos:

         1. Deus usa nosso passado para o serviço dEle

         2. Deus nos chama para sair da zona de conforto para o serviço dEle

         3. Deus nos abençoa para abençoarmos outros no serviço dEle.

Idéia: A vida cristã é um chamado para ser uma bênção aonde quer que for.

Cantar: Tudo Entregarei

Apelo: 1) Conhecer Cristo Jesus    2) Colocar seu passado no altar  3) Ser intencional em sair da zona de conforto para ministrar para outros  4) Colocar o que você tem na sua mão (a bênção) para o Senhor usar

 
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